- Donald Trump afirmou, durante encontro em Florida com Volodímir Zelenski, que as negociações de paz com a Rússia estão “mucho” mais perto, mas a leitura muda conforme o lado.
- A Rússia questionou negociações após Kiev ser acusada de ataque com 91 drones a uma residência de Putin; Kiev negou e viu como pretexto para inviabilizar conversas.
- Existem dois planos de paz em aberto: um de 27 pontos para Moscou e outro de 20 pontos, delineado entre Kiev e Washington; Riabkov e Ushakov criticam as propostas.
- Moscou reafirma que não pretende suspender a guerra e exige que a Ucrânia reconheça a anexação de Crimea e retire tropas de territórios ocupados.
- Kiev busca garantias reais de segurança ocidentais para assinar qualquer acordo; a União Europeia aprovou novo pacote de assistência até 2027, totalizando cerca de 90 bilhões de euros.
Trump afirma que a paz na Ucrânia está próxima, mas a Rússia indica o contrário. O anúncio ocorreu durante encontro pela comunicação telefônica entre Trump e Zelenski, com Putin do outro lado, em Florida. Estados Unidos diz que há avanços; Moscou rebate que não há intenções de suspender a guerra.
Segundo analistas, não há sinal de que o Kremlin pretenda recuar. A avaliação é de que a entrega de Donbás não atenderá aos objetivos de Moscou, que busca controle sobre mais território e permanência do conflito. As negociações seguem em aberto, com posições desconectadas entre as partes.
Dois planos de paz
Existe uma divergência entre propostas: um conjunto de 27 pontos para Moscou, ligado a conversas anteriores; e um de 20 pontos, alinhado entre Kiev e Washington. O Kremlin reafirma que não aceita trégua sem condições e que as “causas profundas” do conflito precisam ser atendidas.
Riabkov, viceministro de Exteriores, destacou a diferença entre os dois rascunhos. Ushakov, assessor de Putin, afirma que as propostas em Washington e Kiev são inaceitáveis. Kiev propõe cessar-fogo sem condições, enquanto Moscou rejeita o congelamento do conflito.
Perspectivas de segurança e retirada
O chefe da inteligência militar ucraniana, Budánov, afirmou que não observa sinais de suspensão da invasão pelo Kremlin. Ele sinalizou que a meta russa para 2026 é ampliar o controle de Donbás e avançar em Zaporiyia, com continuidade das operações.
Putin demonstra posição de força ao receber Trump e reunir o Estado-Maior. A Rússia mantém a insistência na exigência de reconhecimento da anexação de Crimea e na retirada de tropas estrangeiras de território ucraniano, condicionando o retorno de Frieden a garantias de segurança.
Apoio ocidental e cenário financeiro
A União Europeia apoia a Ucrânia com novo pacote de assistência até 2027, estimado em 90 bilhões de euros. Kiev ressalta a necessidade de garantias reais de segurança ocidentais para avançar em qualquer acordo de paz.
Na prática, as negociações continuam sem que haja sinal claro de conclusão. Zelenski afirma que a opinião externa pode influenciar Trump, enquanto Washington busca manter o apoio estratégico sem comprometer as condições de Kiev.
Panorama estratégico
Especialistas destacam que a guerra pode se alongar por anos, independentemente de acordos. Moscou mantém que a vitória estratégica passa pela consolidação de território no Donbás e pela resistência ucraniana. O conflito permanece com alto impacto humano e diplomático na região.
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