- Donald Trump afirmou ter destruído uma grande planta de produção de drogas na Venezuela, mas sem fornecer detalhes sobre localização ou como ocorreu.
- A declaração foi feita durante entrevista com John Catsimatidis, da emissora WABC, e só ganhou repercussão nas redes no domingo.
- Se confirmada, seria o primeiro ataque terrestre dos Estados Unidos contra a Venezuela; autoridades americanas e venezuelanas não confirmaram nem explicaram a operação.
- A CIA e a Casa Branca não comentaram o assunto; autoridades americanas teriam informado ao The New York Times que a planta atacada era ligada ao narcotráfico.
- O episódio ocorre em meio a uma escalada de ações dos EUA contra Venezuela, incluindo ataques a narcolanchas e interceptação de petroleiros; o objetivo é pressão sobre o governo de Nicolás Maduro.
Foi anunciada por Donald Trump a destruição de uma instalação de produção de drogas na Venezuela, com apenas poucas informações oficiais divulgadas até o momento. O anúncio ocorreu após uma entrevista concedida por Trump ao empresário John Catsimatidis, proprietário da rádio WABC, na sexta-feira passada; o áudio só ganhou repercussão neste domingo. Segundo a versão apresentada, a planta seria responsável por operações ligadas ao narcotráfico e teria sido eliminada há duas noites.
A reportagem aponta que o ataque, se confirmado, seria o primeiro ataque terrestre dos Estados Unidos contra a Venezuela. As autoridades americanas não revelaram a localização exata nem detalhes operacionais da ação, tampouco o papel pretendido da instalação na cadeia de produção de drogas. Caracas não confirmou nem desmentiu o ataque até o fechamento desta edição.
O contexto envolve a chamada Operação Lanza del Sur, anunciada pelo governo dos EUA e que, desde setembro, tem registrado agressões a supostas narcolanchas e interceptações de embarcações ligadas ao transporte de combustível. Em dezembro, houve a interceptação de um cargueiro sancionado pelo Departamento de Comércio, o Skipper, com quase 1,9 milhão de barris de petróleo. Trump mostrou interesse em manter aquele carregamento.
Vários altos cargos dos Estados Unidos chegaram a confirmar, ao The New York Times, que a planta atacada seria relacionada ao narcotráfico, embora sem fornecer detalhes adicionais. O Pentágono confirmou o apoio à operação naval no Caribe, mas não comentou sobre a ofensiva terrestre. A Casa Branca e a CIA não se pronunciaram oficialmente sobre o assunto.
Analistas destacam o caráter de pressão política por meio de ações militares, visando influenciar o governo de Nicolás Maduro. A narrativa disponível não esclarece se o ataque ocorreu, nem qual seria o impacto imediato na avaliação sobre o tráfico de drogas na região. O episódio amplia a tensão entre Washington e Caracas, ainda sem resposta oficial de ambas as partes.
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