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Trump e Netanyahu divergem sobre a Cisjordânia

Trump afirma que ele e Netanyahu não concordam totalmente com a Cisjordânia; uma conclusão será anunciada no momento oportuno

U.S. President Donald Trump and Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu hold a press conference after meeting at Trump’s Mar-a-Lago club in Palm Beach, Florida, U.S., December 29, 2025. REUTERS/Jonathan Ernst
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  • Donald Trump disse que ele e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não concordam 100% sobre a questão da Cisjordânia, mas vão chegar a uma conclusão.
  • A declaração ocorreu após a reunião de Trump com Netanyahu no rancho Mar-a-Lago, na Flórida.
  • Trump não revelou qual é a divergência, dizendo que seria anunciada no momento apropriado.
  • Israel enfrenta pressão internacional para conter ataques de colonos contra palestinos na Cisjordânia, habitada por cerca de 2,7 milhões de palestinos.
  • Na região, cerca de 500 mil colonos israelenses vivem na Cisjordânia, e, entre outubro de 2023 e outubro de 2025, mais de mil palestinos foram mortos, segundo a ONU, enquanto 57 israelenses foram mortos em ataques palestinos.

Trump afirma que há divergências com Netanyahu sobre a Faixa de Gaza e o

West Bank, mas não detalha o motivo. O comentário ocorreu após reunião no

Mar-a-Lago, nos Estados Unidos.

O presidente dos EUA e o primeiro-ministro de Israel estiveram reunidos na casa de

Trump em Palm Beach, na Flórida, para discutir o que chamaram de uma “fase

futura” de planejamento regional. A entrevista ocorreu durante uma breve

conferência de imprensa ao término do encontro.

Questionado sobre uma mensagem para Netanyahu em relação ao West Bank, Trump

disse que houve uma discussão longa sobre o tema e que não haveria acordo

completo de imediato. Ele acrescentou que ambos chegarão a uma conclusão, sem

indicar cronograma.

Israel enfrenta pressão internacional para conter ataques de colonos na região,

depois de anos de tensões com a população palestina. O West Bank abriga cerca

de 2,7 milhões de palestinos e é alvo de disputas sobre a legitimidade de

assentamentos.

Segundo a ONU, a Palestina e a maioria das nações consideram as

colônias ilegais sob o direito internacional; Israel discorda, citando vínculos

históricos, segurança e autonomia regional. Aproximadamente meio milhão de

colonos vivem na área.

A corte máxima da ONU informou, no ano passado, que a ocupação e os

assentamentos devem ser desmontados segundo a lei internacional. O balanço

de vítimas no período entre 2023 e 2025 aponta mais de mil palestinos mortos na

Faixa de Gaza e na West Bank, em operações de forças de segurança e ataques de

colonos; 57 israelenses também morreram em ataques palestinos.

Reportagem: Andrea Shalal (Palm Beach) e Kanishka Singh (Washington). Edição: Howard Goller.

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