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Venezuela reage com indiferença ao anúncio de Trump sobre ataque terrestre

Venezuela mantém silêncio ante anúncio de Trump sobre ataque terrestre, enquanto EUA intensificam presença militar na região

Nicolás Maduro en Caracas, Venezuela, el 16 de diciembre.
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  • O governo de Nicolás Maduro permanece em silêncio após Trump mencionar um ataque terrestre e a suposta destruição de uma instalação de produção de drogas na Venezuela na noite de Natal.
  • Os Estados Unidos intensificaram a pressão, ampliando a presença militar, destruindo lanchas de narcoelevado e aumentando o controle sobre navios sancionados; houve também incremento de tropas na base em Porto Rico.
  • O New York Times informou que a administração Trump já discutia a “fase dois” da ofensiva, com operações terrestres envolvendo unidades de elite Delta Force; autoridades americanas teriam confirmado o ataque à instalação.
  • Os principais locais de atuação dos traficantes na Venezuela ficam em Zulia, no oeste, e em Apure, no sul, onde a guerrilha ELN controla parte do território; o oriente é apontado como rota de saída de drogas.
  • Maduro aprovou, em outubro, estado de exceção por conmoción exterior para eventual ataque, com milícias treinadas, fusão de forças populares e policiais e uso de ações para defender infraestruturas e soberania.

O governo de Nicolás Maduro manteve silêncio após o anúncio de Trump sobre um possível ataque terrestre a instalações de produção de drogas na Venezuela. A informação foi veiculada pela imprensa internacional e não houve resposta oficial venezuelana até o momento.

Segundo reportagens, a operação de destruição de uma instalação de narcotráfico teria ocorrido na noite de Natal. Autoridades norte-americanas teriam confirmado o ataque a partir de fontes disponíveis, sem detalhar sua localização exata ou consequências.

Desdobramentos e contexto

O governo venezuelano aprovou, em outubro, estado de exceção por conmoción exterior, com a possibilidade de mobilização da Força Armada Nacional Bolivariana. Maduro reforçou milícias para defesa e intensificou treinamentos civis.

Ações dos EUA

Washington vem aumentando a pressão desde agosto, com ataques a embarcações, ações de inspeção a navios e restrições ao espaço aéreo venezuelano. O país também discutiu uma fase dois com operações terrestres envolvendo unidades de elite Delta Force, conforme o The New York Times.

Situação regional e impactos

Os principais pontos de tráfego de drogas ficam no oeste e sul da Venezuela, onde o ELN atua em parte do território. O oriente, de onde partiram as lanchas atacadas, é porta de saída para o Caribe. Autoridades locais reforçam o controle de infraestrutura.

Situação militar e social

Para defender o território, Maduro promoveu a fusão entre forças de segurança, milícias e civis treinados, com uma reserva estimada em cerca de 4,5 milhões de milicianos. O objetivo declarado é manter serviços essenciais e soberania nacional.

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