- A Guardian destaca os 12 cartoons mais marcantes de 2025, com Ben Jennings e outros artistas explicando inspirações por trás das obras.
- O ano começou com Martin Rowson revisitando uma década de história do cartum, ligada à defesa da liberdade de expressão.
- Entre os temas-chave, tornou-se comum a sátira sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia, Elon Musk e a indústria automobilística, e a “ficção” das manchetes sobre Donald Trump.
- Outros enfoques incluem o aniversário de VE Day, o casamento de Jeff Bezos em Veneza e a fome em Gaza, além do avanço da inteligência artificial.
- A seleção também aborda políticas e personalidades inglesas, como a reconhecida Palestina pelo Labour, as angústias de Keir Starmer com Nigel Farage e a vitória de Zohran Mamdani em Nova York.
O briefing de terça-feira traça um ano estranho para as redações, com as charges dominando as manchetes e oferecendo material quase infinito aos cartunistas. O Guardian revisita a história da caricatura desde James Gillray, no século XVIII, e mostra como a sátira continua a ter peso político em 2025. A seleção reúne 12 cartoons considerados os mais impactantes do ano, com comentários de Ben Jennings sobre as inspirações por trás das ilustrações.
Entre os temas escolhidos, as caricaturas lembram ataques ao livre de expressão, desde o atentado a Charlie Hebdo até ações de grandes empresas. A pauta também aborda figuras públicas de alto impacto, como Donald Trump, Elon Musk e Jeff Bezos, explorando explosões de ego, controvérsias comerciais e o ritmo acelerado das notícias.
A obra de Martin Rowson abre o levantamento, ao contextualizar uma década de debates sobre liberdade de expressão. A seleção inclui ainda ilustrações que comentam a relação de Trump com a imprensa, o protagonismo de Musk e a polarização política Global. A curadoria privilegia a leitura de contexto histórico aliado à atualidade.
Jennings destaca que a ascensão de Trump como fio condutor da cobertura tornou-se um tema permanente, com cada escândalo rapidamente substituído pela próxima revolta jornalística. O efeito é descrito como uma espécie de sátira viva da presidência e do momento político.
Cartuns sobre o casamento entre riqueza extrema e eventos globais aparecem na lista, incluindo a cobertura de um casamento celebrado por Jeff Bezos em Veneza. A obra ainda aponta debates sobre tributação, desigualdade e o papel das grandes plataformas digitais na economia contemporânea.
A reportagem também acompanha dilemas humanos e conflitos, como a persistente crise em Gaza, que exige novas abordagens visuais para retratar o sofrimento e preservar a dignidade das vítimas. A linguagem gráfica busca informar sem recorrer a estereótipos ou sensationalismo.
A edição ressalta ainda a temática da inteligência artificial, com cartoons que discutem o avanço das tecnologias e o impacto sobre o mercado de trabalho, além de análises sobre a geopolítica recente. A curadoria enfatiza a necessidade de contextualizar cada desenho dentro de seu momento histórico.
Antes de encerrar, o jornal aponta que o conjunto de obras reflete uma década de transformações rápidas, desde pandemias até mudanças políticas e tecnológicas. O material, segundo os cartunistas, ajuda a entender como o humor funciona como lente crítica sobre o ano que passou.
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