- Protestos no Irã, os maiores desde 2022, envolvem comerciantes fechando lojas e estudantes ocupando universidades, com Teerã e outras cidades em protesto contínuo.
- A moeda caiu para 1,42 milhão de riais por dólar no domingo, agravando a inflação, que está em cerca de 72% em relação ao ano anterior.
- Originalmente ligados às condições de vida, os protestos passaram a criticar o governo, com mulheres, lojistas e estudantes liderando as ações e entoando palavras de ordem contra o regime.
- Vídeos mostram confrontos com a polícia, com relatos de prisões de estudantes e uso de teargas; manifestantes afirmam que não vão recuar.
- O governo chama ao diálogo, o presidente pediu ouvir as demandas legítimas, e o Exército Revolucionário Islâmico prometeu enfrentar qualquer sedição, enquanto os protestos seguem sem sinal de cessar.
Protestos no Irã, iniciados pela deterioração das condições de vida, ganharam ritmo e passaram a questionar a forma de governança. Comerciantes fecharam lojas, estudantes ocuparam universidades e milhares foram às ruas, ampliando o movimento para cidades além de Teerã.
A ação ocorreu em várias cidades, incluindo Isfahan, onde um comerciante têxtil conhecido como Alborz decidiu não ficar quieto e fechou o seu negócio. Ele participou das manifestações junto a milhares de iranianos, em um quarto dia de mobilização contínua. As operações foram marcadas por bloqueios de ruas e confrontos com a polícia.
Ao monitorar a economia, observa-se queda expressiva da moeda nacional. O rial alcançou 1,42 milhão por dólar, registrando depreciação de mais de 56% em seis meses. A inflação, estimada em 72% em relação ao ano anterior, intensifica a pressão sobre a população.
Contexto econômico
Sanções internacionais endurecidas complicam o acesso a fundos e moedas estrangeiras, agravando a inflação e importações. O governo tem sido pressionado por críticas crescentes, sobretudo de mulheres, comerciantes e estudantes, que já vinham promovendo protestos desde 2022.
Desdobramentos políticos
As lideranças procuraram abrir diálogo com manifestantes, em meio a um histórico de repressão. Autoridades destacaram a necessidade de ouvir reivindicações legítimas, enquanto o governo alertou sobre possíveis tentativas de desestabilização.
A cobertura ressalta que o movimento, que antes era centrado em condições de vida, evoluiu para críticas ao funcionamento do regime. Estudantes relatam retenção de documentos e prisões de participantes, enquanto relatos não confirmados mencionam uso de força pelas forças de segurança.
Reação internacional e encaminhamentos
A comunidade internacional acompanha o desdobramento. Autoridades iranianas sustentam que atuarão contra qualquer ameaça à ordem pública, enquanto o governo mantém a promessa de diálogo. Não há consenso sobre soluções imediatas para a crise econômica.
Apesar das pressões, os organizadores aguardam maior participação de sindicatos e setores da economia. A expectativa é de que novos episódios de mobilização ocorram nos próximos dias, com foco na continuidade das reivindicações contra o governo.
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