- A ICAC prendeu 21 pessoas, suspeitas de corrupção relacionadas a reformas em dois bairros residenciais de Hong Kong, na operação da semana passada.
- Entre os detidos estão intermediários, consultores de projeto, contratados e membros da associação de proprietários das duas comunidades.
- Em um condomínio, o contratado seria suspeito de subornar o consultor de projeto e membros da associação para vencer um contrato de reforma de HK$ 33 milhões.
- No outro condomínio, intermediários teriam coletado procurações de moradores de forma supostamente corrupta para manipular votos e tentar vencer contratos futuros.
- A operação não envolve Wang Fuk Court, cenário do incêndio de novembro que deixou mais de 160 mortos; a ICAC investiga esse caso e já prendeu pelo menos 11 pessoas.
A ICAC de Hong Kong prendeu 21 pessoas suspeitas de envolvimento em corrupção relacionada a obras de renovação em dois conjuntos habitacionais. As detenções ocorreram na semana passada, dentro de operações vinculadas a um esquema de favorecimento em contratos de manutenção.
Entre os detidos estão intermediários, consultores de projetos, contratantes e membros da associação de proprietários de ambos os conjuntos. Um contrato avaliado em HK$ 33 milhões estaria na mira de subornos para obtenção do negócio.
A investigação ocorre no contexto de uma repressão maior a corrupção ligada à construção, iniciada após o incêndio de 26 de novembro que atingiu torres residenciais e deixou dezenas de mortos. O governo criou comitê independente para apurar o fogo e supostos direcionamentos de contratos.
Operação e desdobramentos
A ICAC informou que a ação envolveu uma rede ligada a uma tríade associada a irregularidades em obras de renovação. A agência não detalhou todos os casos, mas ressaltou que foram apreendidos documentos e instrumentos de procuração obtidos de forma suposta fraudulentamente para influenciar votos futuros.
Segundo a nota, a operação mira possíveis práticas de favorecimento que afetam a transparência de contratos públicos. A autoridade reforçou a importância de manter integridade na manutenção de imóveis públicos e privados, com participação de múltiplos atores.
Caso Wang Fuk Court
Separadamente, a ICAC já tem ao menos 11 pessoas presas na investigação de reformas no Wang Fuk Court, cujo incêndio também gerou questionamentos sobre materiais e procedimentos de construção. A promotora estatal não informou vínculos diretos entre os casos, mas mantém atuação contínua para avaliar possíveis ligações de conduta irregular.
As investigações continuam em curso, com novas informações previstas pela ICAC à medida que as apurações avançam. As autoridades não divulgaram prazos para as conclusões dos inquéritos.
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