- Os Estados Unidos confirmaram um ataque em larga escala contra a Venezuela, culminando na captura de Nicolás Maduro, anunciada por Donald Trump.
- O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, considerou a ação uma violação da soberania e pediu resposta firme da ONU.
- A Rússia condenou o ato como agressão armada e pediu evitar nova escalada, apoiando reunião imediata no Conselho de Segurança da ONU.
- A China declarou forte condenação ao uso da força contra um país soberano e pediu respeito ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas.
- Milei celebrou a intervenção; Noboa, do Equador, e a Ucrânia também criticaram o episódio, apontando riscos à estabilidade regional.
O governo dos Estados Unidos confirmou, neste sábado (3), um ataque em larga escala contra a Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro. A operação, anunciada pelo presidente Donald Trump, ocorreu após meses de tensões por acusações de tráfico de drogas e questionamentos sobre a legitimidade eleitoral venezuelana.
O episódio desencadeou reação rápida em várias frentes internacionais. Líderes e órgãos representantes reagiram de forma diversa, com pedidos de moderação e mandatos de respeito ao direito internacional.
Reação internacional
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva classificou a ação como violação de soberania e pediu resposta firme da ONU. Em Moscou, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia chamou o ato de agressão armada e alertou para a necessidade de evitar nova escalada.
A China afirmou que a atuação violou o direito internacional e se posicionou contra o que chamou de comportamento hegemônico dos EUA, pedindo respeito à Carta da ONU. O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com o precedente criado pela operação.
O Irã também condenou o ataque, classificado como violação da soberania nacional, e pediu que o Conselho de Segurança intervenha para interromper a ação. A Argentina, por meio do presidente Javier Milei, celebrou a intervenção, em tom de apoio à pressão exercida por Washington.
Reações regionais e de outros países
Entre os vizinhos, o México condenou as ações militares como violação ao direito internacional, defendendo diálogo como única via de resolução. Chile e Colômbia também expressaram preocupação com a escalada e com o impacto sobre civis.
O Uruguai reiterou a rejeição a intervenções militares de um país em território de outro. A Ucrânia avaliou que Maduro violou princípios de direitos humanos, em nota publicada pela diplomacia ucraniana.
Panorama internacional e próximos passos
Na Europa, a Alta Representante da UE pediu moderação e observação cuidadosa dos próximos desdobramentos. O Reino Unido sinalizou cautela, afirmando que ainda não houve confirmação de envolvimento direto.
Vários governos europeus destacaram a necessidade de uma transição pacífica na Venezuela, sem violação de normas internacionais. Espanha e França defenderam soluções negociadas e o mínimo uso de força.
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