- Reunião de emergência no Itamaraty começou por volta de 10h30 deste sábado para discutir a invasão dos EUA à Venezuela, com Maduro capturado e retirado do país.
- Estão presentes o ministro da Defesa, José Múcio, a ministra substituta do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, e a secretária-executiva Miriam Belchior; Lula deve participar por videoconferência e retorna a Brasília ainda hoje.
- Os EUA bombardearam Caracas e os estados de Aragua, Miranda e La Guaira; o paradeiro de Maduro é incerto.
- A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, requisitou prova de vida de Maduro e de Cilia Flores.
- O presidente Lula condenou o uso da força e afirmou que o Brasil defende o diálogo e cooperação regional.
O governo brasileiro realizou uma reunião de emergência no Itamaraty, em Brasília, para tratar da invasão dos Estados Unidos à Venezuela ocorrida na madrugada deste sábado. O encontro começou por volta das 10h30 e contou com ministros e diplomatas para avaliar a situação e possíveis respostas.
Participaram da reunião o ministro da Defesa, José Múcio, a ministra substituta do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, e a secretária-executiva e ministra interina da Casa Civil, Miriam Belchior. O presidente Lula, que está no Rio de Janeiro, deve acessar a sessão por videoconferência, com retorno previsto a Brasília ainda hoje. Também havia expectativa de a presença de Mauro Vieira, titular do Itamaraty, que estava de férias.
Os EUA teriam bombardeado alvos em Caracas e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira. O paradeiro de Nicolás Maduro não é confirmado; oficiais norte-americanos afirmam que ele foi capturado e deixaria a Venezuela. A vice-presidente Delcy Rodríguez solicitou prova de vida de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Desdobramentos diplomáticos
Lula divulgou posição oficial condenando o uso da força contra a Venezuela e destacando a necessidade de diálogo. O governo brasileiro enfatizou que a região deve permanecer como zona de paz e disse estar pronto para apoiar vias diplomáticas e a cooperação regional. A reunião prevista para definir próximos passos ocorreu em meio a tensões crescentes na região.
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