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Lula tenta mediar relação entre Trump e Maduro em meio a tensões

Lula se coloca como interlocutor entre Trump e Maduro para evitar escalada militar na região, após duas conversas de alto nível

Presidente Lula (ao centro) já tentou mediar situação entre Nicolas Maduro (à esquerda) e Donald Trump (à direita)
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  • Lula tem feito tentativas de mediar a relação entre EUA e Venezuela para evitar escalada militar na região.
  • Em 11 de dezembro, Lula ligou para Nicolás Maduro para falar sobre paz na América do Sul e no Caribe (conversa rápida, não constava na agenda oficial).
  • Uma semana antes, em 2 de dezembro, Lula manteve telefonema com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre tarifa teto, segurança pública e a situação na Venezuela.
  • Trump afirmou ter capturado Maduro e a situação foi descrita pelo governo venezuelano como grave agressão militar, com ataques a Caracas e estados próximos.
  • Explosões em Caracas e sobrevoos de aeronaves foram ouvidos na capital; o espaço aéreo venezuelano foi proibido a aeronaves comerciais pelos Estados Unidos até nova orientação da FAA.

Nos meses de tensão entre EUA e Venezuela, o governo brasileiro tem buscado atuação para evitar uma escalada militar na região. O presidente Lula (PT) já manifestou disposição de atuar como mediador entre Washington e Caracas.

Lula ligou para Nicolás Maduro em 11 de dezembro para tratar de paz na América do Sul e no Caribe, conforme informou o Palácio do Planalto ao UOL. A conversa não constava na agenda oficial do presidente.

Uma semana antes, em 2 de dezembro, Lula havia falado por telefone com o então presidente Donald Trump. O tema envolveu redução de tarifas e segurança pública, além de discussões sobre a situação na Venezuela.

Interlocução e posição brasileira

Em 26 de outubro, Lula colocou-se à disposição de Trump como interlocutor entre os EUA e a Venezuela, destacando que a América do Sul é uma região de paz e que o Brasil pode contribuir para soluções mutuamente aceitáveis. O chanceler brasileiro comentou o tema após agenda do presidente na Malásia.

O Itamaraty divergiu de Maduro ao sustentar que navios dos EUA no Caribe não violam o acordo de Tlatelolco sobre zonas livres de armas nucleares. A nota diplomática foi divulgada à imprensa durante a Cúpula da CELAC, em novembro.

Assessor de Lula ressaltou, em 6 de novembro, a necessidade de defender a América do Sul, destacando a proximidade do Brasil com dez países da região. A fala ocorreu durante entrevista em evento ligado à Cúpula do Clima.

Em 23 de novembro, Lula reconheceu estar preocupado com a presença militar dos EUA no mar do Caribe e disse que pretende discutir o tema com Trump.

Reação de Trump e desdobramentos

Trump afirmou, por meio de redes sociais, ter capturado Nicolás Maduro e a esposa, alegando que foram levados para fora do país. A declaração gerou adesão de parte da base do governo americano e repercussão internacional.

O governo da Venezuela classificou o ataque como grave agressão militar, afirmando que explosões também atingiram áreas civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O país pediu calma e responsabilizou Washington.

Maduro afirmou que o objetivo dos EUA seria tomar recursos estratégicos, especialmente petróleo e minerais, buscando impor mudanças pela força. A versão venezuelana foi veiculada em pronunciamento oficial após as ações.

Explosões em Caracas e medidas aeronáuticas

Relatos de jornalistas em Caracas indicaram detonações e barulhos de aviões nas primeiras horas. Imagens não verificadas em redes sociais mostraram fogo e fumaça em pontos não confirmados da cidade.

As primeiras explosões ocorreram por volta das 2h, com uma segunda explosão às 2h38, ainda com aeronaves sobrevoando a área. Fontes oficiais venezuelanas não detalharam o local exato das explosões.

Ao mesmo tempo, a autoridade de Aviação dos EUA proibiu voos de companhias aéreas sobre o espaço aéreo venezuelano, medida válida até nova orientação da FAA. A assessoria não informou duração da suspensão.

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