- Ataque militar de madrugada em Caracas resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, com ataques ocorrendo também nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
- Maduro e a esposa foram levados, inicialmente, para o navio anfíbio USS Iwo Jima, antes de serem transferidos para Nova York.
- O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou à Fox News que o país ficará “muito fortemente envolvido” na indústria de petróleo da Venezuela após a operação.
- A ação é resultado de semanas de pressão dos EUA, com sanções e ataques a embarcações ligadas ao governo venezuelano, sob alegação de combate ao narcotráfico.
- Reações internacionais foram mistas: aliados como Rússia, Cuba e Irã condenaram; Argentina elogiou; México e Brasil criticaram a intervenção.
O governo dos Estados Unidos informou que forças especiais capturaram Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores durante um ataque militar de madrugada em Caracas, ocorrido pouco antes das 2h. A operação resultou na retirada dos dois para o navio USS Iwo Jima, no Caribe, com transferência prevista para Nova York.
Segundo a administração norte-americana, o ataque teve como objetivo interromper ações do governo venezuelano, considerado responsável por crimes de narcoterrorismo e por manter o controle do petróleo nacional. A operação ocorreu após semanas de tensão com sanções e bloqueios.
Maduro, de 63 anos, liderava desde 2013 o regime venezuelano. A equipe envolvida incluiu forças especiais dos EUA, segundo autoridades, e houve relatos de feridos entre os presentes no local, sem confirmação de mortes até o momento.
Desdobramentos
A promessa de intervenção americana no setor petrolífero venezuelano foi destacada pelo presidente dos EUA, em entrevista à Fox News, dias após a captura. A autoridade informou que o objetivo é restituir o controle do óleo ao mercado americano.
Ainda segundo fontes oficiais, Maduro e Cilia Flores permaneceram a bordo de helicópteros até o USS Iwo Jima, de onde devem seguir para Nova York. Não há confirmação sobre etapas seguintes nem sobre mudanças administrativas imediatas.
Venezuela, Rússia, Cuba e Irã condenaram a ação sob o argumento de violação de soberania. Países vizinhos e líderes regionais reagiram com cautela, alguns pedindo respeito ao direito internacional e à autodeterminação do povo venezuelano.
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