- Em 2025, os Estados Unidos se retiraram do Acordo de Paris, deixando a liderança climática global em aberto.
- A China permaneceu no acordo, argumentando que reduzir emissões não prejudica a economia e visando criar empregos em tecnologias limpas.
- Em 2024, a China respondeu por grande parte das exportações globais de tecnologia limpa: 80% de módulos solares e de células de baterias, e 40% das exportações globais de veículos elétricos.
- O COP 30 evidenciou o dinamismo de mercado, com a China expandindo domínio em tecnologia limpa e disputas comerciais, e surgem desafios como pressões tarifárias e a necessidade de nova liderança industrial.
- Sem a liderança dos EUA, a competição entre China, Europa e outras nações pode moldar a trajetória da tecnologia limpa e da governança climática nos próximos anos.
EUA se retiraram do Acordo de Paris em 2025, abrindo espaço para que a liderança climática global fosse disputada no cenário internacional. Com a saída norte-americana, a China manteve sua atuação no acordo e intensificou ações em tecnologias limpas, EVs, baterias e parques solares.
Analistas destacam que o apoio chinês ao acordo está ligado a ganhos econômicos com indústrias de futuro. A China desenvolve um polo tecnológico com gás fino de mercado: exportação de módulos solares, células de bateria e veículos elétricos, maiores da indústria mundial nesses setores.
Além disso, a mudança de liderança climática elevou dúvidas sobre quem substituirá a milhagem de cooperação global. A COP30 expôs disputas comerciais e a busca por novos players que acompanhem o ritmo de inovação, sem depender da liderança americana.
Contexto de liderança e custos
China mantém justificativas para permanecer no Paris, ressaltando que reduzir emissões pode gerar empregos e oportunidades de crescimento. O governo chinês já vinha priorizando “novas energias” e veículos de energia eficiente desde 2010.
Para especialistas, manter o acordo ajuda a sustentar a demanda global por tecnologias limpas, favorecendo exportações chinesas de módulos solares e baterias. Em 2024, a China respondeu por grande parte da produção mundial dessas tecnologias.
Dinâmica de mercado e poderes concorrentes
A China detinha cerca de 80% da fabricação global de módulos solares e baterias em 2024, além de 40% das exportações globais de EVs. Enquanto isso, os EUA passaram a importar mais veículos elétricos, ampliando a dependência de fornecedores externos.
A competição com europeus e outros emergentes ganhou contornos comerciais, com tarifas e medidas de proteção a indústrias locais. Observa-se um movimento para criar cadeias nacionais robustas frente à dominância chinesa.
Perspectivas para o futuro
Com liderança global em disputa, a extensão do papel da China no comércio de tecnologias limpas permanece estável, mas não implica comando político na governança climática. A expectativa é de maior proliferação de alternativas e parcerias regionais.
Especialistas apontam que, sem uma liderança firme dos EUA, o avanço tecnológico pode continuar, porém a cooperação internacional pode enfrentar entraves. O ritmo de redução de emissões dependerá de novas iniciativas globais.
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