- A União Europeia mantém Delcy Rodríguez na lista de sanções por violações graves de direitos humanos desde 2018, com renovação recente em dezembro; a medida segue válida até 10 de janeiro do ano seguinte.
- Em janeiro de 2020, a vice-presidente venezuelana entrou no território da UE ao desembarcar em Barajas, em Madrid, mesmo sob veto de entrada.
- A entrada provocou investigação judicial na Espanha, que foi arquivada por considerar a área de trânsito internacional fora do território nacional.
- O ex-ministro espanhol de Transportes, José Luis Ábalos, reuniu-se com Rodríguez no aeroporto, episódio que gerou grande escândalo e versões contraditórias sobre o objetivo do encontro.
- Em julho de 2023 Rodríguez participou da cúpula UE-Cal em Bruxelas representando a Venezuela, com autorização especial; isso ocorreu na presidência espanhola do Conselho da UE.
Delcy Rodríguez tem veto de entradas à UE por violações de direitos humanos. A posição foi mantida pela União Europeia desde 2018 e renovada em dezembro de 2023, com vigência até 10 de janeiro do próximo ano, salvo decisão contrária. A lista negra inclui altos cargos do governo de Nicolás Maduro, com foco na repressão a opositores e à sociedade civil.
Em janeiro de 2020, Delcy Rodríguez chegou ao aeroporto Barajas, em Madrid, quando já estava sancionada pela UE. A passagem ocorreu apesar do veto, gerando controvérsia na época e investigação judicial que foi arquivada. A área de trânsito internacional foi o foco da apuração.
Contexto das sanções
A lista de 2018 designa Delcy Rodríguez e outros membros do círculo próximo ao governo venezuelano. Além dela, aparecem nomes como o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o fiscal-geral Tarek Saab. As restrições visam impedir viagens para a União Europeia.
Repercussões políticas na Espanha
Antes de 2020, a visita gerou críticas ao governo espanhol, que enfrentou acusações de flexibilizar sanções. Em julho de 2023, Rodríguez participou da cúpula UE-CALC em Bruxelas, representando a Venezuela, com autorização especial. A participação ocorreu durante a presidência espanhola do Conselho.
Caso Ábalos e desdobramentos
Na época, o ministro de Transportes José Luis Ábalos, então próximo ao governo, visitou Barajas para encontrar Rodríguez, alegando tratar-se de encontro com o ministro venezuelano Félix Plasencia. Subsequentemente, surgiram versões conflitantes e investigações sobre contatos entre Ábalos, Sánchez e grupos vinculados a negócios.
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