- A professora Mary Ellen O’Connell afirma que o ataque militar de Donald Trump contra a Venezuela aumenta a desconfiança global e não fortalece a liderança dos EUA.
- Ela cita que houve mortos, destruição e medo entre o povo venezuelano, sem justificativa legal.
- Segundo a especialista, o mundo pode ficar ainda mais descrente e será preciso anos para o país recuperar respeito ao Estado de Direito e à democracia.
- A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, deve assumir o poder, conforme decisão do Supremo Tribunal de Justiça venezuelano.
- O estudo destaca que, historicamente, nações que cumprem leis internacionais costumam alcançar liderança global; atacar pela força não sustenta esse caminho.
Ação de Trump contra a Venezuela é vista por especialistas como violação das normas internacionais, com críticas de que o ataque militar pode ampliar a desconfiança global. A análise aponta que a ofensiva não fortalece a liderança dos EUA no curto prazo nem o respeito ao direito internacional.
Segundo a professora de Direito e Estudos Internacionais da Universidade de Notre Dame, Mary Ellen O’Connell, o episódio destaca o papel do Estado de Direito como alternativa à violência. Ela afirma que o uso da força sem base legal minaria o sistema internacional.
Ela também destaca que, caso Maduro seja removido sem processo legal consolidado, o cenário venezuelano tende a permanecer inalterado, com consequências negativas para a democracias e para a institucionalidade. A percepção internacional pode se deteriorar caso a atuação não seja acompanhada de medidas legais.
Contexto internacional
A professora ressalta que consequências incluem maior desapontamento com os EUA e queda de credibilidade em tratados. A vice-presidente Delcy Rodríguez pode assumir o governo, conforme decisão do TSJ venezuelano, mantendo o quadro político instável. O debate envolve legalidade e governança.
Impactos jurídicos e camadas futuras
De acordo com a análise, o respeito ao direito internacional é visto como caminho para avanços reais contra crimes transnacionais, como tráfico de drogas e de pessoas. A recomendação é fortalecer tribunais independentes e o uso de mecanismos legais, em vez de ações militares.
Fontes: Reuters.
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