- Forças Armadas venezuelanas reconheceram Delcy Rodríguez como presidente interina após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA.
- Em vídeo, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, rejeitou a intervenção norte‑americana e disse que o ataque representa ameaça global, pedindo que o povo retome as atividades.
- O Supremo Tribunal de Justiça já havia decidido que Delcy Rodríguez assumiria a presidência interina após a captura de Maduro.
- No sábado, explosões foram registradas em bairros de Caracas durante o ataque, e Maduro e a esposa foram levados para Nova York.
- Analistas ressaltam o contexto geopolítico da ação, citando disputas com adversários dos EUA e controvérsias sobre acusações a Maduro ligadas a um possível cartel sem provas, além de uma recompensa de US$ 50 milhões por informações.
As Forças Armadas da Venezuela reconheceram neste domingo (4) a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina do país. A informação foi divulgada após a captura do presidente Nicolás Maduro, ocorrida durante ações coordenadas com o governo dos Estados Unidos.
Em vídeo divulgado pelas próprias forças, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, rejeitou a intervenção norte-americana e solicitou a libertação de Maduro. López afirmou que o ataque configura uma ameaça global e pediu calma aos venezuelanos.
O Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) já determinou que Delcy Rodríguez deveria assumir a presidência interina, em razão da captura de Maduro pelos EUA. A decisão judicial foi anunciada antes do reconhecimento das Forças Armadas.
Contexto dos acontecimentos
No sábado (3), explosões foram registradas em Caracas, capital venezuelana, conforme relatos locais. Em meio ao ataque, Maduro e a primeira-dama Cilia Flores teriam sido capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York.
A operação é apresentada pelos EUA como ação para responsabilizar Maduro por suposto envolvimento com um cartel, sem apresentação de provas públicas. Críticos duvidam da existência do grupo citado e apontam motivações geopolíticas.
Especialistas apontam que a ação pode refletir estratégias para reduzir a influência venezuelana na região e aumentar o controle sobre recursos energéticos. O governo norte-americano já havia oferecido recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro.
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