- A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, pediu a Donald Trump que pare de ameaçar tomar posse de Groenlândia, após ele mencionar o interesse em entrevista à revista The Atlantic.
- Frederiksen afirmou que não faz sentido os EUA ter direito de anexar qualquer território do Reino da Dinamarca, que governa Groenlândia.
- Trump disse na entrevista que “precisamos de Groenlândia, com certeza” para defesa.
- O comentário ocorreu um dia após os EUA capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro, o que gerou preocupação em Copenhague sobre o destino da Groenlândia.
- O governo groenlandês não respondeu imediatamente a pedidos de comentário, fora do horário comercial, enquanto Dinamarca busca manter relações estáveis com Groenlândia.
Denmark: a primeira-ministra Mette Frederiksen pediu a Donald Trump que cesse as ameaças de tomar Greenland, após o presidente mencionar o interesse em entrevista à The Atlantic. Local: Copenhague, data 4 de janeiro.
Frederiksen afirmou que não faz sentido falar em anexar partes do Reino. Segundo ela, os três países que integram o Reino da Dinamarca não podem ser objeto de reivindicação dos EUA.
Trump disse à revista que Greenland é relevante para defesa, destacando motivos estratégicos. A fala ocorreu um dia após o governo dos EUA capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, gerando preocupações sobre possíveis desdobramentos.
A Dinamarca teme que Washington queira repetir ações em Greenland, território dinamarquês autogerido. O comentário gerou reação negativa no governo e no governo regional de Greenland.
Contexto estratégico
Em 21 de dezembro, Trump nomeou Jeff Landry, governador da Louisiana, como enviado especial a Greenland. A indicação reacendeu críticas ao interesse americano pela ilha ártica.
Greenland é território autônomo com relação de subvenções com a Dinamarca, dependente de subsídios. A ilha possui posição entre Europa e América do Norte, além de riquezas minerais.
A Dinamarca busca manter relações estáveis com Greenland e evitar tensões políticas, mantendo o foco em defesa e cooperação ártica. O gabinete de Greenland não comentou o assunto até o momento.
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