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16 petroleiros sancionados deixaram águas venezuelanas desde sábado

Ao menos dezesseis petroleiros sancionados deixam as águas venezuelanas; cerca de doze milhões de barris seguem, principalmente para a China, sob risco de bloqueio naval dos EUA

Nicolás Maduro e Delcy Rodríguez, em 23 de janeiro de 2019. Foto: Luis Robayo/AFP
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  • Pelo menos dezesseis petroleiros sancionados deixaram as águas venezuelanas desde sábado, após a captura do presidente Nicolás Maduro pelas forças americanas.
  • Treze navios estão carregando, ao todo, cerca de doze milhões de barris de petróleo bruto e combustível, com destino principal à China.
  • Quatro navios aparecem em imagens de satélite a norte da Venezuela: Aquila II, Bertha, Verónica III e Vesna; o Vesna navega vazio.
  • Esses quatro embarcações estão sob sanções dos Estados Unidos, que podem enfrentar bloqueio naval caso viagem para ou a partir da Venezuela.
  • Onze dos doze petroleiros com geolocalização não verificada também constam na lista de sanções americanas; o Sea Maverick não é sancionado pelos EUA, mas sim por regimes ocidentais.

Ao menos 16 petroleiros sancionados deixaram as águas venezuelanas desde o sábado. Treze desses navios carregam cerca de 12 milhões de barris de petróleo bruto e combustível, com destino principal à China. A informação é de monitoramento marítimo citado pela AFP.

Quatro dos navios foram identificados em águas adjacentes à Venezuela, navegando para o norte, segundo imagem de satélite do programa Copernicus. A TankerTrackers apontou Aquila II, Bertha, Verónica III e Vesna entre os embarques sob sanção dos EUA.

Segundo a TankerTrackers, os três primeiros transportam petróleo bruto, enquanto o Vesna via java vazia. A AFP confirmou por imagens de satélite que o Vesna navegava a cerca de 40 quilômetros a leste de Granada, a ~500 quilômetros de sua posição no dia anterior.

Onze dos doze petroleiros cuja geolocalização não pôde ser verificada visualmente na segunda-feira também constam na lista de sanções norte-americanas. Entre eles estão Volans, Lydya N, Lyra, Merope, Min Hang, M Sophia, Nayara, Olina, Rosalin, Thalia III e Veronica, segundo dados da Kpler.

O Sea Maverick não é alvo de sanções dos EUA, mas está sujeito a sanções ocidentais, incluindo UE e Reino Unido, por vínculos alegados com a frota russa.

A maioria dos navios que deixaram a Venezuela nos últimos dias desativou seus transponders AIS ou utilizou sinais de GPS falsos por meio de spoofing. O bloqueio americano, com presença militar no Caribe, pode afetar quase 600 petroleiros sob sanções globais, conforme análise da AFP com dados do OFAC e da OMI.

Contexto e impacto

  • Sanções dos EUA foram impostas para navios que trafeguem com a Venezuela, com ameaça de bloqueio naval a embarcações sancionadas que circulem para ou a partir do país.
  • A atuação recente amplia o alcance das medidas, acompanhando a evolução de rotas e da geopolítica petrolífera na região.
  • Especialistas destacam que a evasão de rastreamento por spoofing aumenta a dificuldade de monitoramento e fiscalização.

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