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Ação dos EUA na Venezuela pode comprometer a paz regional, diz embaixador

Brasil condena intervenção dos EUA na Venezuela; ONU discute risco à paz sul-americana e impactos humanitários

Brazil's Ambassador to the United Nations Sergio Franca Danese speaks during a UN Security Council meeting on U.S. strikes and the capture of Venezuelan President Nicolas Maduro and his wife, Cilia Flores, at the United Nations headquarters in New York, U.S., January 5, 2026. REUTERS/Brendan McDermid
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  • O governo brasileiro voltou a condenar a ação armada dos Estados Unidos na Venezuela e o suposto sequestro de Nicolás Maduro e da primeira dama, no último sábado (3).
  • Em reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira (5), o embaixador Sérgio França Danese afirmou que a paz na América do Sul está em risco.
  • Segundo o embaixador, intervenções armadas anteriores na região resultaram em regimes autoritários, violações de direitos humanos, mortes e prisões políticas; o Brasil defende que o futuro da Venezuela seja decidido pelo povo, sem interferência externa.
  • Colômbia e Cuba repudiaram as ações, destacando violações ao direito internacional e apontando impactos humanitários e regionais; a Colômbia mencionou o fluxo migratório como desafio público, já a Cuba acusou o objetivo de controlar petróleo e recursos naturais.
  • A Argentina foi uma das raras vozes a defender a atuação norte-americana, com o embaixador na ONU, Francisco Fabián Tropepi, afirmando que o sequestro seria um passo decisivo no combate ao narcoterrorismo e na restauração da democracia venezuelana.

O governo brasileiro voltou a condenar a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e o subsequente sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, ocorrido no último sábado. A reação chegou durante a sessão emergencial do Conselho de Segurança da ONU, nesta segunda-feira.

Segundo o embaixador Sérgio França Danese, intervenções armadas no continente já resultaram em regimes autoritários, violações de direitos humanos e perdas de vidas. Ele disse que o uso da força na região ameaça avançar a paz e a estabilidade regional.

Danese indicou que a ação viola normas da ONU e estabeleceu que a Venezuela deve resolver seus dilemas pelo diálogo interno, sem interferência externa, dentro do direito internacional. O Brasil defende um futuro venezuelano decidido pelo povo, sem esferas de influência.

Reações na região

Colômbia e Cuba manifestaram-se contra a intervenção norte-americana, destacando riscos para a soberania venezuelana e para a população civil. A embaixadora colombiana afirmou que não há justificativa para uso unilateral da força e alertou para impactos humanitários e migratórios.

O embaixador cubano denunciou o objetivo de controle de petróleo e recursos naturais, classificando a ação como uma agressão para impor um governo alinhado aos interesses dos EUA. Também negou que Cuba atue secretamente na Venezuela.

Avaliação de apoio

Entre os países, a Argentina foi uma voz de defesa à intervenção, com o embaixador argentino na ONU citando o sequestro como passo no combate ao narcoterrorismo e na restauração da democracia venezuelana. Ele mencionou episódios de apoio a oposicionistas no país vizinho e reiterou a denúncia da situação venezuelana em fóruns internacionais.

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