Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ataque de Trump à Venezuela provoca crise de identidade na ONU

ONU enfrenta crise de legitimidade e impotência diante do ataque dos EUA à Venezuela, com críticas globais e questões sobre o direito internacional

U.S. Ambassador to the United Nations Mike Waltz speaks at a U.N. Security Council meeting concerning the situation in Venezuela in New York City on Jan. 5.
0:00
Carregando...
0:00
  • EUA realizaram ataque à Venezuela em 3 de janeiro, prenderam o presidente Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores; governo americano afirma ser operação de aplicação da lei.
  • Conselho de Segurança da ONU realizou reunião de emergência, mas não pode punir Washington devido ao veto dos EUA, membro permanente.
  • Oito condutor da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com o não cumprimento das leis internacionais e com a instabilidade futura da Venezuela.
  • Colômbia criticou a ação, teme fluxo de refugiados e questionou o papel do Conselho diante de uma ação unilateral de um membro permanente.
  • China e Rússia criticaram a operação e pediram a libertação de Maduro; aliados dos EUA evitaram críticas explícitas para não tensionar relações.

O ataque realizado pelos EUA contra a Venezuela, em 3 de janeiro, levou a comunidade internacional a discutir a relevância da ONU. A operação resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em território venezuelano. A ação foi realizada sem autorização do Conselho de Segurança ou do Congresso norte-americano.

O Conselho de Segurança da ONU realizou uma sessão de emergência para tratar o caso. Diversos países criticaram a ação e a falta de base legal reconhecida, enquanto Washington defende a operação como necessária. A Câmara não tem poder para obrigar Washington a recuar, dada a capacidade de veto dos membros permanentes.

A reunião ocorreu pouco antes de Maduro e Flores serem levados a um tribunal federal em Manhattan, onde se declararam não culpados. A discrepância entre defesa e acusações norte-americanas manteve o debate sobre a legalidade da intervenção.

Colômbia, vizinha da Venezuela, pediu a sessão de emergência por temores de grande fluxo de refugiados e instabilidade regional. O embaixador colombiano ressaltou que não há justificativa para o uso unilateral de força e que isso viola o direito internacional e a Carta da ONU.

O secretário-geral António Guterres manifestou preocupação com o respeito às normas do direito internacional e com a incerteza sobre o futuro da Venezuela. A UN destacou a necessidade de prevalecer o estado de direito e a estabilidade regional.

Entre críticas, China e Rússia cobraram a libertação de Maduro e a contestação da legitimidade da ação. O representante russo afirmou que o ataque marca um retrocesso no mecanismo internacional.

Observadores destacaram que aliados dos EUA evitaram críticas fortes durante a sessão, possivelmente para não entrarmos em atrito com Washington. O tom foi de cautela diante da gravidade do tema e do contexto geopolítico.

O embaixador dinamarquês, Christina Markus Lassen, lembrou que a inviolabilidade de fronteiras não pode ser negada. A fala sinalizou desconforto entre membros da ONU diante do episódio.

Questionado sobre uma crise de identidade da ONU, o porta-voz Stéphane Dujarric afirmou que a identidade da organização está ancorada na Carta e no direito internacional. Segundo ele, é necessário que as potências respeitem as normas que criaram.

Dujarric ressaltou que os Estados-membros devem defender a organização e seus valores para as futuras gerações, evitando que o direito internacional seja tratado de forma seletiva. A fala reforçou a posição de manter o compromisso com a diplomacia e a lei.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais