- EUA realizaram ataque à Venezuela em 3 de janeiro, prenderam o presidente Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores; governo americano afirma ser operação de aplicação da lei.
- Conselho de Segurança da ONU realizou reunião de emergência, mas não pode punir Washington devido ao veto dos EUA, membro permanente.
- Oito condutor da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com o não cumprimento das leis internacionais e com a instabilidade futura da Venezuela.
- Colômbia criticou a ação, teme fluxo de refugiados e questionou o papel do Conselho diante de uma ação unilateral de um membro permanente.
- China e Rússia criticaram a operação e pediram a libertação de Maduro; aliados dos EUA evitaram críticas explícitas para não tensionar relações.
O ataque realizado pelos EUA contra a Venezuela, em 3 de janeiro, levou a comunidade internacional a discutir a relevância da ONU. A operação resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em território venezuelano. A ação foi realizada sem autorização do Conselho de Segurança ou do Congresso norte-americano.
O Conselho de Segurança da ONU realizou uma sessão de emergência para tratar o caso. Diversos países criticaram a ação e a falta de base legal reconhecida, enquanto Washington defende a operação como necessária. A Câmara não tem poder para obrigar Washington a recuar, dada a capacidade de veto dos membros permanentes.
A reunião ocorreu pouco antes de Maduro e Flores serem levados a um tribunal federal em Manhattan, onde se declararam não culpados. A discrepância entre defesa e acusações norte-americanas manteve o debate sobre a legalidade da intervenção.
Colômbia, vizinha da Venezuela, pediu a sessão de emergência por temores de grande fluxo de refugiados e instabilidade regional. O embaixador colombiano ressaltou que não há justificativa para o uso unilateral de força e que isso viola o direito internacional e a Carta da ONU.
O secretário-geral António Guterres manifestou preocupação com o respeito às normas do direito internacional e com a incerteza sobre o futuro da Venezuela. A UN destacou a necessidade de prevalecer o estado de direito e a estabilidade regional.
Entre críticas, China e Rússia cobraram a libertação de Maduro e a contestação da legitimidade da ação. O representante russo afirmou que o ataque marca um retrocesso no mecanismo internacional.
Observadores destacaram que aliados dos EUA evitaram críticas fortes durante a sessão, possivelmente para não entrarmos em atrito com Washington. O tom foi de cautela diante da gravidade do tema e do contexto geopolítico.
O embaixador dinamarquês, Christina Markus Lassen, lembrou que a inviolabilidade de fronteiras não pode ser negada. A fala sinalizou desconforto entre membros da ONU diante do episódio.
Questionado sobre uma crise de identidade da ONU, o porta-voz Stéphane Dujarric afirmou que a identidade da organização está ancorada na Carta e no direito internacional. Segundo ele, é necessário que as potências respeitem as normas que criaram.
Dujarric ressaltou que os Estados-membros devem defender a organização e seus valores para as futuras gerações, evitando que o direito internacional seja tratado de forma seletiva. A fala reforçou a posição de manter o compromisso com a diplomacia e a lei.
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