- Aproximadamente uma dúzia de navios carregados com petróleo venezuelano teriam deixado as águas do país recentemente em “dark mode”, segundo a plataforma TankerTrackers.com.
- Todos os navios identificados estão sob sanções dos Estados Unidos; outro grupo, também sancionado, saiu recentemente vazio após descarregar importações ou cumprir viagens domésticas.
- As saídas ocorrem em meio a estoques flutuantes de petróleo mantidos por PDVSA, resultado do bloqueio americano que atingiu as exportações venezuelanas.
- Pelo menos quatro supertanques teriam deixado as águas venezuelanas pela rota ao norte de Margarita, após breve parada perto da fronteira marítima.
- Não está claro se as saídas ocorreram em desacordo com as sanções; o governo de transição, liderado pela ministra Delcy Rodríguez, precisa da receita do petróleo para financiar gastos e manter a estabilidade.
Doze a quinze navios carregados com petróleo venezuelano teriam deixado as águas do país em “dark mode” nos últimos dias, segundo a plataforma TankerTrackers.com. A operação ocorre em meio a sanções dos EUA sobre a PDVSA e ao bloqueio às exportações venezuelanas.
Todos os navios identificados estavam sob sanções dos EUA. Um grupo distinto, também sancionado, saiu vazio recentemente após descarregar importações ou concluir trajetos domésticos. As partidas ameaçam aliviar o excesso de estoque flutuante mantido pela estatal.
Quatro supertanques teriam deixado as águas venezuelanas pela rota ao norte da Ilha de Margarita, após breves paradas próximas à fronteira marítima, indicou a TankerTrackers.com com imagens de satélite. Autoridades venezuelanas teriam liberado parte das embarcações.
Não ficou claro se as partidas configuram afronta às sanções. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o embargo está em pleno vigor, mas indicou que clientes do país em transição manteriam o abastecimento, incluindo a China.
A governança interina, liderada pela ministra Delcy Rodríguez, depende do petróleo para financiar despesas e manter a estabilidade doméstica, em meio ao aperto financeiro e a uma reforma do setor energético.
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