- A colombiana Yohana Rodríguez Sierra, 45 anos, morreu na madrugada de sábado quando um míssil atingiu a varanda de sua casa no estado de Miranda, na Venezuela, durante a operação Determinación Absoluta que resultou na captura de Nicolás Maduro e de Cilia Flores.
- A filha de Rodríguez, Ana Corina Morales, de 22 anos, ficou ferida na perna e está hospitalizada, em recuperação.
- Familiares relataram o momento da notícia, dizendo que mãe e filha foram acordadas por explosões e atingidas pouco depois, enquanto tentavam fugir.
- O presidente Gustavo Petro condenou o ataque em suas redes sociais, criticando quem apoia o bombardeio e expressando condolências à família.
- Segundo The New York Times, a intervenção militar já deixou dezenas de mortos, com estimativa de oitenta, incluindo civis e membros das forças de segurança; Cuba informou a morte de trinta e dois militares.
A colombiana Yohana Rodríguez Sierra foi morta na madrugada de sábado por um míssil das forças especiais dos Estados Unidos que atingiu a varanda de sua casa no estado de Miranda, norte da Venezuela. A operação, chamada de Determinação Absoluta, também resultou na captura de Nicolás Maduro e de Cilia Flores. A ofensiva teria como alvo torres de telecomunicações, mas atingiu propriedades civis, segundo relatos.
Rodríguez Sierra tinha 45 anos e era comerciante independente, moradora de uma finca no município de El Hatillo. A filha dela, Ana Corina Morales, de 22 anos, ficou ferida na perna e permanece em hospitalização em recuperação. A família informou que mãe e filha acordaram com explosões próximas e não conseguiram escapar.
Familiares condenaram o ataque e relatam que a filha enviou uma mensagem avisando sobre a tragédia antes de ficar indisponível. A prima descreveu Yohana como profissional dedicada, que separava a vida entre Caracas e a Colômbia, sem ligação com o regime chavista.
Contexto
As autoridades venezuelanas e o governo dos EUA não emitiram declarações oficiais sobre a morte de Rodríguez Sierra até o momento. Segundo o The New York Times, citando uma fonte venezuelana não identificada, o saldo total da intervenção pode chegar a 80 vítimas, entre civis e membros das forças de segurança de Maduro. Cuba informou a morte de 32 militares que integravam o primeiro anel de proteção do presidente venezuelano.
O presidente Gustavo Petro, por meio de redes sociais, condenou o ocorrido e pediu que se acabe a violência. Em tom crítico, ele questionou o apoio dentro da Colômbia ao bombardeio, destacando que a vítima era uma mãe colombiana e que a guerra afeta pessoas civis comuns. O mandatário ressaltou ainda a necessidade de lembrança histórica e de evitar novas agressões.
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