- 33% aprovam a remoção de Maduro, 34% desaprovam e 32% estão indecisos; pesquisa Reuters/Ipsos entre 4 e 5 de maio com 1.248 norte‑americanos, margem de erro de 2,8 p.p. e 95% de confiança.
- Preocupações dos entrevistados: 74% com risco para militares, 72% com envolvimento excessivo dos EUA e 69% com custo financeiro.
- Em relação aos impactos, 41% dizem que a remoção tornará a Venezuela mais estável a longo prazo, enquanto 38% acham que as ações dos EUA melhorarão a vida da população venezuelana.
- Sobre motivações percebidas, 51% concordam que ataques buscavam maior acesso ao petróleo venezuelano; 41% concordam que ataques visavam reduzir o narcotráfico.
- Outros pontos: 65% dizem que as Forças Armadas devem atuar apenas em caso de ameaça direta, 26% apoiam política de domínio no Hemisfério Ocidental e 32% estão indecisos.
A Reuters/Ipsos divulgou, nesta segunda-feira, 5, uma pesquisa sobre a avaliação pública nos EUA da ação contra a Venezuela, realizada após o ataque do último sábado, 3. O levantamento aponta divisão expressiva entre americanos sobre a remoção de Nicolás Maduro e o subsequente processo em Nova York, envolvendo também Cilia Flores.
Foram ouvidas 1.248 pessoas entre domingo, 4, e segunda, 5, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os resultados mostram 33% aprovam a remoção, 34% desaprovam e 32% estão indecisos.
A pesquisa registra fortes preocupações com riscos aos militares norte-americanos (74%), com o envolvimento dos EUA no conflito (72%) e com os custos financeiros (69%).
Resultados da pesquisa
Sobre o desfecho, 41% acreditam que a remoção de Maduro tornará a Venezuela mais estável a longo prazo, frente 30% que projetam maior instabilidade. Em relação à melhoria da qualidade de vida, 38% dizem que as ações dos EUA ajudarão, 21% discordam.
Ainda, 51% concordam, em alguma medida, com a afirmação de que ataques militares visavam ampliar o acesso ao petróleo venezuelano, enquanto 23% discordam. Quanto à redução do narcotráfico, 41% concordam, 34% discordam.
A sondagem aponta apoio a limites para o envolvimento militar: 65% entendem que as Forças Armadas devem agir apenas diante de uma ameaça direta e iminente.
Por fim, apenas 26% concordam com a ideia de que o país deveria manter uma política de domínio regional, 39% discordam e 32% estão indecisos.
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