- Delcy Rodríguez jurou-se presidenta encargada da Venezuela, respaldada pela Assembleia Nacional com maioria chavista, de 258 deputados.
- O país entrou em estado de excepción por conmoción exterior, com aumento da vigilância policial e medida de busca e captura de pessoas ligadas a ataques estrangeiros.
- Nicolás Maduro permanece detido; o Tribunal Supremo de Justiça classificou a ausência como forçada e Rodríguez assumiu o cargo.
- Donald Trump declarou que haverá eleições no momento certo, mas sem prazo definido, mantendo cenário de transição.
- A oposição continua reduzida, com apenas doze deputados ativos no Parlamento; líderes oposicionistas denunciam persecução e exigem libertação de presos políticos.
Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela após a detenção de Nicolás Maduro, em meio a uma crise institucional marcada pela presença de uma Assembleia Nacional chavista com ampla maioria. O cenário também envolve o avanço de influências externas, sobretudo dos Estados Unidos, em um processo de transição política.
A noite de transição ocorreu em meio a incertezas sobre a duração do mandato, calendário eleitoral e legitimidade das instituições. A Assembleia Nacional iniciou uma nova legislatura, controlada pelo chavismo, com o apoio de grande parte dos 258 deputados. O panorama traduz uma continuidade do regime, mesmo diante de mudanças no poder executivo.
Juramento e apoio externo
Rodríguez prestou juramento como presidenta encarregada, em meio a uma força de governo majoritária na casa legislativa. O apoio de Estados Unidos foi citado como elemento relevante para a narrativa de transição, num contexto de tensão entre Caracas e Washington.
O Tribunal Supremo de Justiça classificou a ausência de Maduro como forçada, autorizando a substituição. A Constituição não prevê, de forma direta, esse cenário, o que mantém o futuro próximo ainda incerto quanto a prazo e mecanismos eleitorais.
Estado de exceção e segurança
O país está sob estado de exceção por conmoción exterior desde o fim de semana anterior ao juramento. Medidas de segurança passaram a incluir postos de controle e ações de vigilância, ainda sem comunicação oficial completa sobre o decreto publicado na Gaceta Oficial.
O Legislativo manteve o ritmo de aprovação de temas, mesmo com a oposição com espaço restrito. Um grupo de 12 deputados oposicionistas rejeitou parte da pauta e destacou a necessidade de liberação de presos políticos, sem reformas rápidas do sistema.
Cenário da oposição e perspectivas
A oposição, enclausurada na água de um Parlamento com domínio chavista, acusa silenciamiento e busca caminhos legais para contestação. Vários líderes oposicionistas permanecem no exterior, enquanto a liderança de Maria Corina Machado não retornou ao país.
Referências públicas indicam que a oposição teme endurecimento de medidas e exige respeito aos direitos políticos. A narrativa internacional acompanha a evolução do quadro, sem confirmação de eleições imediatas ou de mecanismos de transição definidos.
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