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Embaixador brasileiro na ONU repudia ação dos EUA na Venezuela

Embaixador do Brasil na ONU repudia ação dos Estados Unidos na Venezuela, defendendo soberania e o princípio de que fins não justificam meios

Embaixador Sérgio Danese, representante do Brasil na ONU. (Foto: reprodução/Youtube ONU)
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  • O embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, repudiou a ação dos EUA na Venezuela em reunião emergencial do Conselho de Segurança, afirmando que fins não justificam os meios.
  • Danese destacou que as regras que regem a convivência entre os Estados são universais e não admitem exceções baseadas em interesses ou ideologias.
  • O embaixador disse que o Brasil não apoia a prisão de Nicolás Maduro e que o argumento do fim legítimo pode abrir espaço para que os mais fortes decidam o que é justo.
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a ação como inaceitável; o Brasil, embora não seja membro do Conselho de Segurança, pediu o direito de se manifestar.
  • Danese afirmou que intervenções contra a soberania devem ser condenadas, e que o Conselho de Segurança precisa agir com clareza e respeito ao direito internacional, defendendo que o futuro da Venezuela seja decidido pelo seu povo.

O embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, repudiou a ação dos Estados Unidos na Venezuela durante reunião emergencial do Conselho de Segurança. Ele afirmou que fins não justificam os meios e que as regras entre Estados são universais.

Danese ressaltou que não há espaço para exceções em relação à soberania, à integridade territorial e à mudança de governo, mesmo quando há interesses econômicos ou geopolíticos envolvidos. O Brasil não apoia a operação discutida.

O embaixador também disse que intervenções armadas contra soberania devem ser condenadas e que o Conselho de Segurança precisa agir com clareza e respeito ao direito internacional para impedir a impunidade pela força.

Lula já havia classificado a ação como inaceitável, em tom áspero com o governo americano. O Brasil, que não é membro do Conselho no momento, pediu direito de manifestação com base nas regras da ONU.

Segundo Danese, o futuro da Venezuela deve ser definido pelo povo venezuelano, conforme o direito internacional, sem ingerência externa. A reunião discute a legalidade do ataque aos EUA e a detenção de Maduro, que segue sob custódia e enfrenta processo judicial.

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