- EUA retiraram a recomendação universal para quatro vacinas infantis — gripe, rotavírus, doença meningocócica e hepatite A — orientando os pais a buscar decisão clínica compartilhada.
- A mudança foi divulgada no dia 5, fora do processo habitual, sem a avaliação de um painel externo de especialistas.
- A decisão ocorre após pedido do presidente Donald Trump de reduzir o número de vacinas no calendário infantil.
- Também houve alteração para uma dose da vacina contra HPV, em vez de duas, mantendo as demais imunizações.
- O relatório comparou sistemas de 20 países desenvolvidos, destacando que muitos adotam saúde pública universal, diferente do modelo majoritariamente privado dos EUA.
Foram anunciadas mudanças significativas no calendário de vacinação infantil nos Estados Unidos nesta segunda-feira (5). O governo retirou a recomendação universal para quatro vacinas — gripe, rotavírus, meningocócica e hepatite A — e passou a orientar que a decisão seja tomada de forma clínica compartilhada entre pais e profissionais de saúde.
A atualização foi aprovada pelo diretor interino do CDC, Jim O’Neill, e divulgada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS). A medida altera o processo tradicional, que envolve painel externo de consultores, e segue uma orientação de alinhamento com decisões médicas mais individualizadas.
O que mudou
Os pais passam a consultar médicos para decidir cada vacinação, com base no que o HHS classifica como tomada de decisão clínica compartilhada. A lógica é adaptar a proteção a partir do risco individual de cada criança, conforme o relatório do HHS.
Detalhes do protocolo
Dois funcionários do HHS analisaram padrões de imunização em 20 países desenvolvidos, muitos com sistemas de saúde universais. O relatório aponta diferenças estruturais que influem na adoção de vacinas específicas e na forma de recomendar sua aplicação.
Vacinas mantidas
Apesar das mudanças, continuam recomendadas as vacinas contra 11 doenças, incluindo sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) e varicela. As vacinas que passam a ser avaliadas caso a caso ficam em categorias de alto risco ou de tomada de decisão compartilhada.
HPV e cobertura
Entre as alterações, o HHS confirmou que a vacina contra o HPV passa a ser recomendada em dose única, em vez de duas. A cobertura pelos planos de seguro permanece, independentemente da categoria de recomendação.
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