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Governo aguarda retorno de Lula a Brasília para definir passos sobre Venezuela

Lula volta a Brasília para definir próximos passos sobre a Venezuela, enquanto Brasil busca mediação com EUA e Delcy Rodríguez

Brasil acompanha crise na Venezuela
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  • Integrantes da área internacional do Planalto aguardam o retorno de Lula a Brasília, previsto para esta terça-feira (6), para definir os próximos passos sobre a Venezuela.

  • Lula está na base da Marambaia, no Rio de Janeiro, para festas de fim de ano, e pode ligar, nos próximos dias, para Donald Trump e para Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela.

  • O Brasil reconhece Delcy Rodríguez como líder interina da Venezuela e já se ofereceu para mediar o diálogo entre Estados Unidos e Venezuela.

  • Na madrugada de sábado, os EUA capturaram o empresário Nicolás Maduro, que foi levado a uma unidade de detenção em Nova York; Trump disse que governará a Venezuela e controlará o petróleo.

  • O Brasil participou da reunião do Conselho de Segurança da ONU, condenando a intervenção armada e afirmando que fins não justificam meios; o embaixador Sérgio Danese destacou a legitimidade do uso da força.

Integrantes da área internacional do Palácio do Planalto aguardam o retorno de Lula a Brasília, previsto para esta terça-feira (6), para avaliar os próximos passos sobre a Venezuela. O presidente está na base militar da Restinga de Marambaia, no Rio de Janeiro, para as festas de fim de ano.

A diplomacia brasileira avalia que Lula pode manter contatos de alto nível com o presidente americano Donald Trump e com Delcy Rodríguez, que exerceu o cargo de presidente interina da Venezuela. A ideia é facilitar um diálogo entre as partes e buscar uma saída pacífica para a crise.

A posição do Brasil sobre intervenção na Venezuela já havia sido apresentada em conversas entre Lula e Trump e em nota divulgada pelo governo. A prioridade é evitar que a situação venezuelana se agrave, gerando risco de conflito.

Contexto internacional

Na madrugada de sábado, os Estados Unidos anunciaram uma ação para capturar Nicolás Maduro, que foi detido e levado para uma unidade de detenção em Nova York. Três dias depois, o governo americano reiterou a intenção de manter controle sobre a indústria petrolífera venezuelana, enquanto o presidente Trump afirmou que os EUA vão conduzir o país até uma transição segura.

Reação brasileira

Após a operação, Lula convocou uma reunião ministerial para discutir a situação na Venezuela. Em pronunciamento público, o chefe do Executivo ressaltou que a ação viola a soberania venezuelana e representa um precedente perigoso para a comunidade internacional.

Fórum internacional

Nesta segunda-feira (5), o Brasil participou da reunião do Conselho de Segurança da ONU e condenou a intervenção armada na Venezuela. O embaixador brasileiro na ONU, Sérgio Danese, avaliou que não é legítimo aceitar a ideia de que fins justificam meios, ressaltando que tal raciocínio pode violar soberanias nacionais e impor decisões aos menos favorecidos.

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