- Israel mantém a proibição de entrada de jornalistas estrangeiros na Faixa de Gaza, mesmo com a vigência de um cessar-fogo frágil na região.
- Um documento do governo enviado ao Supremo Tribunal sustenta que a entrada de jornalistas não deve ser autorizada por motivos de segurança.
- A Associação da Imprensa Estrangeira em Jerusalém pediu, em 2024, acesso imediato a Gaza, o que tem sido alvo de adiamentos legais.
- Desde o início do conflito, em outubro de dois mil e vinte e três, quatrocentos e vinte palestinos morreram na região, com disparos diários registrados.
- Três soldados israelenses morreram; um jornalista da agência France-Presse integra o conselho da FPA.
Israel mantém a proibição de entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza, mesmo com a vigência de um cessar-fogo frágil no território. O governo enviou ao Supremo Tribunal um documento defendendo a restrição, citando riscos à segurança.
Segundo o procurador que representa o governo, a entrada de jornalistas na Faixa de Gaza sem escolta não deve ser autorizada, apesar de mudanças no terreno. O argumento baseia-se na avaliação das autoridades militares e na persistência de ameaças.
A União Internacional de imprensa estrangeira, representada pela FPA, pediu em 2024 que o acesso fosse liberado de forma imediata. O governo tinha até segunda-feira para apresentar resposta formal ao Tribunal.
Desde o início da guerra em outubro de 2023, Israel tem dificultado a entrada independente de jornalistas. A entrada autorizada tem acontecido apenas para alguns repórteres acompanharem operações sob controle.
A FPA acusa o governo de táticas dilatórias para impedir a atuação jornalística. Em meio ao cessar-fogo, disparos diários continuam na região e, segundo o Ministério da Saúde do governo do Hamas, 420 palestinos morreram desde 10 de outubro.
O Exército de Israel informou a morte de três soldados durante as operações. Um jornalista da AFP integra o conselho de administração da FPA, destacando a presença de profissionais internacionais na região.
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