- Justiça francesa condenou assediadores nas redes sociais de Brigitte Macron a até seis meses de prisão, por depreciativos sobre o sexo da primeira-dama.
- Em Paris, oito réus receberam penas entre quatro e oito meses com suspensão; o nono acusado, ausente, foi condenado a seis meses; o último teve de cumprir um curso de prevenção.
- Também houve suspensão de uso de redes sociais por seis meses para alguns réus, além de uma multa solidária de dez mil euros.
- Os ataques começaram durante a eleição de Emmanuel Macron, em 2017, e ganharam força com boatos sobre a suposta transexualidade de Brigitte, que ela denunciou em dois mil e vinte e quatro.
- Todos os condenados deverão frequentar curso de conscientização sobre respeito no espaço digital, mantendo a pena e as sanções previstas.
A Justiça francesa condenou, nesta segunda-feira, 5, oito acusados por assédio com conteúdos depreciativos contra Brigitte Macron, primeira-dama da França. Os alvos, atuando nas redes sociais, afirmavam que a esposa do presidente seria homem. A decisão envolve pena de 4 a 8 meses, com suspensão para alguns casos.
Os réus foram julgados em Paris pelo que a corte qualificou como tentativa de prejudicar a demandante com mensagens de desinformação sobre seu sexo e vida pessoal. Ao todo, 10 pessoas foram levadas a julgamento; um nono acusado teve sentença semelhante, mas não compareceu à audiência.
Entre as penas, destacam-se suspensões de cumprimento em estabelecimento fechado para os réus mais influentes. Aurélien Poirson-Atlan, conhecido como Zoé Sagan, recebeu oito meses; Amandine Roy e Bertrand Scholler, seis meses cada. Todos tiveram ainda a proibição de usar redes sociais por seis meses.
Os condenados também deverão frequentar um curso de prevenção ao ódio online e pagar uma multa solidária de 10 mil euros, equivalente a cerca de 63 mil reais. A decisão incluiu, ainda, o cumprimento de medidas para limitar a propagação de desinformação.
O caso surgiu a partir de boatos que ganharam ampla divulgação desde a eleição de Emmanuel Macron, em 2017, com maior repercussão nos Estados Unidos. A desinformação acusava Brigitte Macron de transexualidade, entre outras alegações depreciativas, e atingiu o entorno familiar.
A defesa da vítima enfatizou o impacto na saúde da família, especialmente nos netos, que teriam ouvido comentários sobre a identidade da avó. A filha da primeira-dama, Tiphaine Auzière, relatou o abalo causado pela disseminação mundial de tais boatos.
A Justiça francesa já havia condenado, em 2024, uma das envolvidas por difamação, mas houve recurso. O conjunto de decisões busca coibir ataques digitais que atacam a identidade de líderes e familiares, reforçando a responsabilização por crimes de ódio online.
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