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Lula conversa com vice de Maduro após prisão do líder

Lula conversa por telefone com Delcy Rodríguez após prisão de Maduro; Brasil condena a operação e afirma violação do direito internacional

Lula conversou por telefone com Delcy Rodríguez logo após a operação dos EUA que prendeu Maduro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / EFE/ Rayner Pena R.)
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para Delcy Rodríguez na manhã de sábado, 3 de setembro, após a operação dos Estados Unidos que prendeu Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores.
  • A ideia da conversa foi confirmar a situação política do país, segundo informou o Palácio do Planalto à Agência Brasil.
  • Rodríguez, que era vice-presidente executiva de Maduro, assumiu o cargo por decisão do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela; o Itamaraty reconheceu a mudança de poder.
  • O governo brasileiro condenou a ação militar e Lula classificou como afronta gravíssima à soberania venezuelana, destacando que ataques a países violam o direito internacional.
  • Maduro e Flores participaram, pela primeira vez, de audiência no tribunal de Nova York; ele se declarou prisioneiro de guerra e repetiu inocência, enquanto as acusações incluem narcotráfico e conspiração, com Flores apontada como envolvida na logística da rede narcoterrorista.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para Delcy Rodríguez, atual presidente interina da Venezuela, na manhã de sábado (3). A conversa ocorreu após uma operação dos Estados Unidos que prendeu Nicolás Maduro e Cilia Flores. O objetivo foi confirmar a situação política do país diante da ação.

Segundo o Palácio do Planalto, a pauta tratou da conjuntura venezuelana naquele momento. Rodríguez, que antes era vice-presidente executiva de Maduro, assumiu o cargo por ordem do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela. A mudança também foi reconhecida pelo Itamaraty.

O governo brasileiro condenou a ação militar. Lula classificou a intervenção como uma afronta gravíssima à soberania venezuelana e à ordem internacional, em nota oficial divulgada após a ligação.

Audiência nos EUA

Maduro e Flores compareceram pela primeira vez nesta segunda-feira (5) ao tribunal de Nova York, após terem sido detidos em Caracas e levados aos EUA para julgamento. Maduro afirmou ser prisioneiro de guerra, enquanto Flores negou as acusações.

A sessão ocorreu sob a jurisdição americana. Maduro relatou desconhecer as acusações antes da audiência e afirmou não ter conhecimento de seus direitos. As acusações contra Maduro incluem narcotráfico e conspiração, com ampliação para Flores.

As novas acusações citam conspiração por narcoterrorismo e uso de armas. Flores é acusada de participação na coordenação de reuniões e na logística da rede narcoterrorista. As acusações remontam a casos lembrados desde 2020, com extensão para o núcleo de apoio a Maduro. Com Agência EFE.

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