- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para Delcy Rodríguez na manhã de sábado, 3 de setembro, após a operação dos Estados Unidos que prendeu Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores.
- A ideia da conversa foi confirmar a situação política do país, segundo informou o Palácio do Planalto à Agência Brasil.
- Rodríguez, que era vice-presidente executiva de Maduro, assumiu o cargo por decisão do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela; o Itamaraty reconheceu a mudança de poder.
- O governo brasileiro condenou a ação militar e Lula classificou como afronta gravíssima à soberania venezuelana, destacando que ataques a países violam o direito internacional.
- Maduro e Flores participaram, pela primeira vez, de audiência no tribunal de Nova York; ele se declarou prisioneiro de guerra e repetiu inocência, enquanto as acusações incluem narcotráfico e conspiração, com Flores apontada como envolvida na logística da rede narcoterrorista.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para Delcy Rodríguez, atual presidente interina da Venezuela, na manhã de sábado (3). A conversa ocorreu após uma operação dos Estados Unidos que prendeu Nicolás Maduro e Cilia Flores. O objetivo foi confirmar a situação política do país diante da ação.
Segundo o Palácio do Planalto, a pauta tratou da conjuntura venezuelana naquele momento. Rodríguez, que antes era vice-presidente executiva de Maduro, assumiu o cargo por ordem do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela. A mudança também foi reconhecida pelo Itamaraty.
O governo brasileiro condenou a ação militar. Lula classificou a intervenção como uma afronta gravíssima à soberania venezuelana e à ordem internacional, em nota oficial divulgada após a ligação.
Audiência nos EUA
Maduro e Flores compareceram pela primeira vez nesta segunda-feira (5) ao tribunal de Nova York, após terem sido detidos em Caracas e levados aos EUA para julgamento. Maduro afirmou ser prisioneiro de guerra, enquanto Flores negou as acusações.
A sessão ocorreu sob a jurisdição americana. Maduro relatou desconhecer as acusações antes da audiência e afirmou não ter conhecimento de seus direitos. As acusações contra Maduro incluem narcotráfico e conspiração, com ampliação para Flores.
As novas acusações citam conspiração por narcoterrorismo e uso de armas. Flores é acusada de participação na coordenação de reuniões e na logística da rede narcoterrorista. As acusações remontam a casos lembrados desde 2020, com extensão para o núcleo de apoio a Maduro. Com Agência EFE.
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