- Nicolás Maduro negou as acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado durante a audiência de custódia no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, dizendo ser inocente e se autodenominando “prisioneiro de guerra”.
- Maduro afirmou ainda que continua presidente da Venezuela e alegou ter sido sequestrado por militares estadunidenses; ele e a esposa, Cilia Flores, foram oficialmente notificados das acusações.
- As autoridades dos Estados Unidos apontam membros do governo venezuelano, incluindo o ministro do Interior, Diosdado Cabello, como responsáveis por favorecer o transporte de milhares de toneladas de cocaína, em benefício do narcotráfico.
- A defesa de Maduro nega as acusações e afirma que o objetivo dos EUA seria tomar os recursos minerais da Venezuela; a Venezuela detém grandes reservas de petróleo, gás e ouro.
- Maduro e Cilia Flores permanecem detidos; a segunda audiência foi marcada para 17 de março.
Maduro nega acusações nos EUA. O presidente da Venezuela disse ser inocente e se autodenominou prisioneiro de guerra durante audiência de custódia no tribunal de Manhattan. O caso envolve narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado.
Durante a audiência, realizada no Distrito Sul de Manhattan, Maduro afirmou ter sido sequestrado por militares estadunidenses e manteve o status de presidente do país. A sessão ocorreu nesta segunda-feira e durou pouco mais de 30 minutos.
Ao lado de Maduro, a primeira-dama Cilia Flores foi oficialmente notificada das acusações feitas por autoridades norte-americanas. As acusações apontam suposto envolvimento de membros do alto escalão venezuelano no transporte de cocaína para os Estados Unidos.
O Ministério Público dos EUA acusa autoridades venezuelanas de facilitar o transporte de milhares de toneladas de cocaína, com corrupção associada ao narcotráfico. Maduro e a equipe negam as acusações, alegando perseguição política e intuito de controlar recursos do país.
Após a audiência, Maduro e Flores permaneceram detidos no Centro Metropolitano de Detenção, em Manhattan. O local fica a cerca de 8 quilômetros do tribunal, sob forte esquema de segurança, com apoio de presentes de apoiadores e opositores.
A defesa solicitou acompanhamento jurídico. Por indicação da Justiça norte-americana, o venezuelano contou com a assistência de David Wikstrom, advogado local, durante a audiência. Barry Pollack também deverá atuar como defensor.
Segundo o New York Times, a defesa não indicou pedido de libertação sob fiança de imediato. No entanto, não descarta a possibilidade em etapas futuras. O juiz Alvin Hellerstein marcou nova audiência para 17 de março.
O caso envolve ainda controvérsias sobre o sequestro de Maduro, ocorrido dias antes, em operação que teria ocorrido sem autorização do Congresso dos EUA ou do Conselho de Segurança da ONU. A operação elevou o diplomático acirramento entre Washington e Caracas.
Especialistas questionam a base de provas para ligação de lideranças venezuelanas ao tráfico de drogas, lembrando que a Venezuela detém grandes reservas de petróleo, gás e ouro. O governo venezuelano sustenta que a acusação busca explorar recursos do país.
A audiência de custódia segue sob observação internacional, com cobertura de meios de comunicação de diversas nações. A defesa reforça que a investigação permanece em andamento e que novas informações devem emergir na próxima audiência.
Com informações da RTP.
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