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Maduro afirma ser prisioneiro de guerra em audiência nos EUA

Maduro afirma inocência e se declara “prisioneiro de guerra” na audiência em Manhattan; nova audiência fica marcada para 17 de março, ambos detidos

Venezuela's captured President Nicolas Maduro and his wife Cilia Flores attend their arraignment with defense lawyers Barry Pollack and Mark Donnelly to face U.S. federal charges including narco-terrorism, conspiracy, drug trafficking, money laundering and others, at the Daniel Patrick Moynihan United States Courthouse in Manhattan, New York City, U.S., January 5, 2026 in this courtroom sketch. REUTERS/Jane Rosenberg
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  • Nicolás Maduro negou as acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado durante a audiência de custódia no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, dizendo ser inocente e se autodenominando “prisioneiro de guerra”.
  • Maduro afirmou ainda que continua presidente da Venezuela e alegou ter sido sequestrado por militares estadunidenses; ele e a esposa, Cilia Flores, foram oficialmente notificados das acusações.
  • As autoridades dos Estados Unidos apontam membros do governo venezuelano, incluindo o ministro do Interior, Diosdado Cabello, como responsáveis por favorecer o transporte de milhares de toneladas de cocaína, em benefício do narcotráfico.
  • A defesa de Maduro nega as acusações e afirma que o objetivo dos EUA seria tomar os recursos minerais da Venezuela; a Venezuela detém grandes reservas de petróleo, gás e ouro.
  • Maduro e Cilia Flores permanecem detidos; a segunda audiência foi marcada para 17 de março.

Maduro nega acusações nos EUA. O presidente da Venezuela disse ser inocente e se autodenominou prisioneiro de guerra durante audiência de custódia no tribunal de Manhattan. O caso envolve narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado.

Durante a audiência, realizada no Distrito Sul de Manhattan, Maduro afirmou ter sido sequestrado por militares estadunidenses e manteve o status de presidente do país. A sessão ocorreu nesta segunda-feira e durou pouco mais de 30 minutos.

Ao lado de Maduro, a primeira-dama Cilia Flores foi oficialmente notificada das acusações feitas por autoridades norte-americanas. As acusações apontam suposto envolvimento de membros do alto escalão venezuelano no transporte de cocaína para os Estados Unidos.

O Ministério Público dos EUA acusa autoridades venezuelanas de facilitar o transporte de milhares de toneladas de cocaína, com corrupção associada ao narcotráfico. Maduro e a equipe negam as acusações, alegando perseguição política e intuito de controlar recursos do país.

Após a audiência, Maduro e Flores permaneceram detidos no Centro Metropolitano de Detenção, em Manhattan. O local fica a cerca de 8 quilômetros do tribunal, sob forte esquema de segurança, com apoio de presentes de apoiadores e opositores.

A defesa solicitou acompanhamento jurídico. Por indicação da Justiça norte-americana, o venezuelano contou com a assistência de David Wikstrom, advogado local, durante a audiência. Barry Pollack também deverá atuar como defensor.

Segundo o New York Times, a defesa não indicou pedido de libertação sob fiança de imediato. No entanto, não descarta a possibilidade em etapas futuras. O juiz Alvin Hellerstein marcou nova audiência para 17 de março.

O caso envolve ainda controvérsias sobre o sequestro de Maduro, ocorrido dias antes, em operação que teria ocorrido sem autorização do Congresso dos EUA ou do Conselho de Segurança da ONU. A operação elevou o diplomático acirramento entre Washington e Caracas.

Especialistas questionam a base de provas para ligação de lideranças venezuelanas ao tráfico de drogas, lembrando que a Venezuela detém grandes reservas de petróleo, gás e ouro. O governo venezuelano sustenta que a acusação busca explorar recursos do país.

A audiência de custódia segue sob observação internacional, com cobertura de meios de comunicação de diversas nações. A defesa reforça que a investigação permanece em andamento e que novas informações devem emergir na próxima audiência.

Com informações da RTP.

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