- Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, se declarou inocente em audiência federal em Manhattan, dois dias após ser capturado por forças especiais dos EUA em operação ordenada pelo governo de Donald Trump.
- Ele responde a quatro acusações federais, incluindo conspiração de narco-terrorismo, importação de cocaína e posse de armas de fogo pesadas; cada uma pode resultar em pena máxima de prisão perpeta.
- Durante a audiência, a primeira-dama venezuelana, Cilia Flores, e Maduro foram apresentados ao tribunal; a defesa ainda não pediu fiança, mas pretende apresentar recurso relacionado à suposta “abdução militar”.
- Na ONU, vários países condenaram a operação como possível crime de agressão e o secretário-geral Abraham Guterres pediu consideração do direito internacional; Caracas e Washington trocam acusações sobre legalidade do ato.
- Maduro e Flores haviam sido capturados no fim de semana, em um ataque que gerou violência e tensões, com fronte da operação causando reações globais e clima de instabilidade regional.
O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado por forças especiais dos EUA em uma operação ordenada pelo presidente Donald Trump. O ataque resultou na prisão de Maduro, que foi levado a uma audiência em tribunal federal em Manhattan.
Maduro, de 63 anos, se declarou inocente em Nova York, respondendo a quatro acusações federais, entre elas conspiração para narcotráfico e narco-terrorismo. A audiência durou cerca de 30 minutos e ocorreu com a presença de sua esposa, Cilia Flores, ao lado dele.
A defesa informou que pretende apresentar uma contestação à prisão, sem pedir fiança de imediato. Flores também está no processo, acompanhada por advogados, após ter sido capturada na mesma operação.
O Ministério Público descreve Maduro como aliado de traficantes de drogas e grupos armados. As acusações incluem importação de cocaína e posse de armamentos pesados. Cada crime prevê pena máxima de prisão perpétua.
Paralelamente, o Conselho de Segurança da ONU realizou reunião de emergência, com países condenando a ação dos EUA. O secretário-geral alertou para possível violação do direito internacional e pediu avaliação cautelosa das consequências regionais.
No contexto venezuelano, o governo interino de Delcy Rodríguez assumiu posições diferentes, com declarações sobre cooperação com os EUA. A operação também provocou confrontos entre apoiadores e opositores de Maduro do lado de fora do tribunal.
A aeronave militar levou Maduro e Flores de Caracas para Manhattan, onde foram encaminhados a instalações judiciais sob alta segurança. O caso marca um desdobramento sem precedentes nas relações entre Estados Unidos e Venezuela.
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