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Países da região discutem posição sobre a Venezuela no Conselho de Segurança

Na ONU, América Latina diverge sobre o ataque dos EUA à Venezuela e a captura de Maduro, revelando posições e interesses regionais diferentes

A representante da Colômbia no Conselho de Segurança da ONU, Leonor Zalabata Torres. Foto: John Lamparski/AFP
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  • O Conselho de Segurança da ONU realizou reunião de emergência para tratar o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro, que será julgado em Nova York.
  • A Colômbia pediu a reunião e criticou interferências, dizendo que lembram os piores momentos na política da região.
  • O Brasil afirmou que os atos violam a soberania venezuelana e criam precedente perigoso para a comunidade internacional.
  • O Chile afirmou que não reconhece Maduro, mas que violações de direitos humanos na Venezuela não devem ter solução militar.
  • A Argentina, por meio de seu embaixador na ONU, aceitou a intervenção militar, alegando que pode combater narcoterrorismo e avançar a Democracia venezuelana.

A ONU realizou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança nesta segunda-feira, 5, para tratar do ataque dos EUA à Venezuela e da captura do presidente Nicolás Maduro, que será levado a julgamento em Nova York. O episódio também envolve a prisão da primeira-dama Cilia Flores, ampliando a tensão regional.

O Brasil, representado pelo embaixador Sérgio Franca Danese, sustentou que os atos violam a soberania venezuelana e criam um precedente perigoso na comunidade internacional. O Chile destacou que as violações de direitos humanos no país não admitem solução militar.

Divergências na região

A Colômbia, que pediu a reunião de urgência, enfatizou o histórico de interferência na política caribenha. O Chile não reconhece Maduro, mas entende que a violência não resolve a crise. O Panamá adotou postura crítica a Caracas e destacou a soberania de seus Estados.

Argentina e Paraguai

A Argentina, por meio do embaixador Ton Tropepi, apoiou a intervenção como forma de combater o narcoterrorismo e ampliar a democracia venezuelana. O Paraguai associou Maduro a uma figura de liderança de um suposto cartel, defendendo a restauração do estado de direito.

Venezuela e posição de Caracas

O embaixador venezuelano, Samuel Moncada, afirmou ter controle sobre o território e pediu a libertação de Maduro, defendendo a legitimidade do governo. A fala destacou a defesa de sua soberania diante das pressões internacionais.

Fontes: AFP

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