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Parentes choram pela mulher morta em ataques dos EUA na Venezuela

Morte de advogada de 78 anos eleva saldo dos bombardeios dos EUA na Venezuela; moradores relatam ferimentos, resgates e danos a oito dos dezesseis apartamentos

Ativistas estudantis seguram cartazes enquanto marcham durante um protesto contra o ataque dos EUA à Venezuela, em Calcutá, em 5 de janeiro de 2026. Créditos: Dibyangshu SARKAR / AFP
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  • Rosa González, advogada de 78 anos, morreu no hospital após ferimentos causados pelos bombardeios americanos na Venezuela, que levaram à captura do presidente deposto Nicolás Maduro.
  • Os ataques deixaram danos em oito de 16 apartamentos do conjunto habitacional de La Guaira, onde Rosa morava com a família.
  • Moradores e bombeiros relataram resgate de pessoas e relatos de trauma familiar entre os moradores da região afetada.
  • Recuperação de objetos e fragmentos do projétil foi observada pelos vizinhos, que também criticaram a pouca assistência governamental recebida na região.
  • Testemunhos de bombeiros destacaram o esforço para salvar familiares durante o caos e o impacto emocional continuado entre as vítimas.

Relatos sobre ataques aéreos promovidos pelos EUA na Venezuela voltaram à tona com a confirmação de danos significativos em bairros e edifícios, além da captura do presidente deposto Nicolás Maduro. Em La Guaira, estado costeiro próximo a Caracas, moradores relatam destruição generalizada após as explosões.

A advogada Rosa González, de 78 anos, morreu após ficar ferida nos bombardeios. Familiares informam que ela foi levada a um hospital, onde não resistiu às lesões no peito e às sequelas da explosão. O irmão da vítima descreve a comoção entre parentes diante da tragédia.

Rosa era tia de Wilman González, morador do Bloco 12, que também foi atingido. Wilman conta que a explosão foi tão forte que arremessou objetos e pessoas para todos os lados, deixando a vizinhança em ruínas. O movimento de resgate começou ainda na madrugada.

As autoridades apontam que oito dos16 apartamentos do condomínio ficaram Irreparavelmente danificados. Vizinhos recolhem fragmentos de projétil, móveis e documentos, enquanto equipes de resgate removem feridos e buscam por sobreviventes entre escombros.

Bombeiros relatam cenas de trauma familiar entre os residentes. Um socorrista ajudou Tibisay, de 80 anos, ferida na cabeça, e também retirou a própria mãe, de 85, e a filha de 16, em meio ao caos, segundo relatos de vizinhos e agentes presentes no local.

A polícia recolheu peças do projétil utilizado na explosão. Até o momento, não há informações sobre o apoio governamental recebido pela comunidade desde o ataque, que deixou moradores em estado de choque e com danos materiais expressivos.

A família de Rosa González lamenta a perda e a comparação da tragédia com conflitos internacionais, destacando o impacto local sobre moradores de bairros outrora tranquilos. O velório ocorreu nesta segunda-feira, em uma capela pequena, com cerimônia discreta.

Resgates continuam conforme as equipes percorrem os entulhos em busca de vítimas ou materiais recuperáveis. Moradores relatam insegurança e pedem apoio institucional para reconstrução de moradias e assistência a famílias atingidas.

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