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Parlamentares criticam ministros pela posição no ataque de Trump à Venezuela

MPs criticam governo pela hesitação em condenar o ataque de Trump à Venezuela, temendo efeito sobre a lei internacional e o alinhamento de potências como China e Rússia

Yvette Cooper in the Commons with secretary of state for defence, John Healey, on her left.
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  • MPs de Labour, Conservadores e Liberal Democrats criticaram o governo por não condenar o ataque de Donald Trump à Venezuela e por evitar opinar sobre a legalidade da ação.
  • Yvette Cooper, secretária de Relações Exteriores, foi alvo de cobranças, com parlamentares pedindo uma posição firme contra a captura do ex-presidente Nicolás Maduro.
  • Keir Starmer tenta equilibrar defesa do direito internacional e manter o apoio dos EUA, enquanto a oposição acusa a resposta britânica de hesitante.
  • Em discurso na Câmara, Emily Thornberry afirmou que a ação configura violação do direito internacional e precisa ser criticada pelos aliados ocidentais.
  • O governo disse que vai “apurar os fatos” antes de julgar se houve violação de lei internacional, em meio a críticas de que a postura pode favorecer potencias como China e Rússia.

O debate no Parlamento britânico girou em torno da posição do governo diante do ataque dos EUA a Venezuela e a captura de Nicolás Maduro. Membros de diferentes partidos cobraram explicações e criticaram a hesitação da secretaria de Relações Exteriores, Yvette Cooper, em condenar a ação. A discussão ocorreu na segunda-feira, em Westminster.

Fatos compartilhados indicam que Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram retirados de helicóptero e levados a um tribunal em Manhattan. Parlamentares de vários campos entenderam que a resposta do governo pode impactar a credibilidade do Reino Unido em questões de direito internacional.

Líderes e membros do Labour, Liberal Democrats e até do Conservative cobraram uma posição mais firme contra a operação, alegando violação da Carta das Nações Unidas. A deputada Emily Thornberry, presidente da comissão de Relações Exteriores, enfatizou a necessidade de denunciar o ocorrido como violação do direito internacional.

Reações no Parlamento

O debatesseguiram com críticas ao que foi visto como postura contida do governo diante de uma ação considerada grave por parte de aliados dos EUA. O tema também repercutiu no interior do Labour, Lib Dems e, em menor grau, entre conservadores, que pediram clareza sobre a legalidade do ataque.

O líder do Liberal Democrats, Ed Davey, destacou que Maduro é um regime autoritário, mas afirmou que isso não justifica ações ilegais por parte de potências, ressaltando a importância do Estado de Direito. Já o ex-aliado do governo, Richard Burgon, questionou a ausência de explicações ao Parlamento sobre a decisão do premiê.

O premiê indicou que o governo busca apurar os fatos antes de avaliar se houve violação do direito internacional. Em paralelo, o governo reforçou a defesa de alianças históricas, citando a importância de manter Washington como parceiro, especialmente em temas de segurança.

No âmbito externo, o Parlamento discutiu também a defesa de estratégias para a Ucrânia, com o governo ressaltando a importância de uma coalizão internacional para a estabilidade na região. Em outra frente, o premiê expressou apoio à Dinamarca diante de ameaças sobre a Greenland, enquanto o movimento diplomático evitou intervenções diretas de comentários.

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