- Delcy Eloína Rodríguez Gómez, de 56 anos, assumiu nesta segunda-feira a presidência interina da Venezuela; formada em direito pela Universidade Central da Venezuela e considerada quadro histórico do chavismo.
- Ela foi designada para a vice-presidência por Nicolás Maduro em 2018, e já ocupou os cargos de ministra da economia e de presidente da PDVSA, que passou a comandar em 2024 após a prisão de parte da diretoria.
- Delcy é irmã do atual presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que já atuou como ministro das comunicações e é visto como um dos políticos mais influentes do chavismo.
- Sua formação inclui pós-graduação em Direito Social na Universidade de Paris e mestrado em Política Social em Londres (Universidade de Birkbeck).
- A nova chefe de Estado já enfrentou sanções dos EUA e da União Europeia; Donald Trump a ameaçou, mas especialistas avaliam que a liderança chavista pode evitar abrir mão de controle sobre a PDVSA.
Delcy Eloína Rodríguez Gómez, de 56 anos, tornou-se presidente interina da Venezuela nesta segunda-feira. Ela é formada em direito pela UCV e integra o núcleo duro do chavismo, sendo próxima de Maduro.
Na carreira, Delcy ocupou a vice-presidência desde 2018 e acumulou os cargos de ministra da Economia e de presidenta da PDVSA. Assumiu a gestão da estatal de petróleo em 2024, após a prisão de parte da diretoria por corrupção.
Natural de Caracas, a diplomação de Delcy ocorreu em meio a uma trajetória marcada por conflitos com a OEA e pela liderança da Assembleia Nacional Constitucional (ANC) entre 2017 e 2018. Seu irmão, Jorge Rodríguez, é atual presidente da Assembleia Nacional.
Família e formação
Delcy é filha de um militante marxista assassinado em 1976, ligado ao movimento revolucionário venezuelano. Cresceu em um ambiente ligado ao chavismo, o que moldou sua visão política ao longo dos anos.
Ela possui pós-graduação em Direito Social em Paris e mestrado em Política Social na London School of Economics. Ao longo da carreira, atuou em cargos próximos à presidência e ao governo.
Perspectivas e relações externas
Logo após a posse, Delcy enfrentou uma série de pressões internacionais, incluindo declarações de autoridades norte-americanas sobre o petróleo venezuelano. Analistas ressaltam que o cenário exige flexibilidade diplomática.
Especialistas ouvidas pela imprensa destacam que Delcy compartilha uma visão alinhada ao governo Maduro e que eventuais acordos com potências estrangeiras seriam condicionados a interesses nacionais.
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