- O presidente Donald Trump não planeja ocupar nem fortalecer o regime na Venezuela, segundo republicanos após briefing com autoridades de segurança.
- O presidente da Câmara, Mike Johnson, afirmou que não há tropas dos EUA em território venezuelano nem ocupação do país.
- O pronunciamento ocorreu após uma sessão com o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, entre outros assessores.
- O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, disse que o briefing foi extenso, mas levantou dúvidas sobre o plano dos EUA na Venezuela e pediu garantias mais claras.
- A Câmara e o Senado discutem votação sobre limitar ações militares sem aprovação congressual; o governo argumenta que a operação recente foi rápida, restrita a cumprimento da lei e levou Maduro a julgamento nos EUA.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, não tem planos de ocupar a Venezuela ou realizar uma construção de nação no país, disseram nesta segunda-feira legisladores republicanos após uma reunião informativa com altos funcionários da Casa Branca. O objetivo, segundo afirmaram, é manter ações de aplicação da lei e cooperação diplomática, não uma intervenção militar prolongada.
A declaração foi feita por Mike Johnson, presidente da Câmara dos EUA, após a sessão classificada com o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth e outros altos cargos. Os congressistas ressaltaram que não há tropas americanas ocupando a Venezuela.
Ainda durante o briefing, o republicano Brian Mast ressaltou que, para evitar uma guerra contínua, não houve indícios de um atual esforço de nation-building por parte da administração. A conversa teve duração de mais de duas horas e meia.
Análise sobre o cenário na Venezuela
O clima político em Caracas ficou tenso após a operação militar de fim de semana, na qual soldados estadunidenses entraram no país com o objetivo de capturar o presidente Nicolás Maduro, que se declarou inocente em relação a acusações de narcotráfico. Comitês democratas questionaram a veracidade dos avisos anteriores de que não haveria mudanças de regime.
O senador Chuck Schumer afirmou que o briefing mostrou mais dúvidas do que respostas, cobrando garantias de que não haverá ações semelhantes em outras nações. Ainda assim, republicanos sinalizaram manter a possibilidade de uso da força para proteção do território americano, caso julguem necessário.
Aspectos legais e votação no Senado
A oposição e parte do movimento democrático demandam avaliação autorizada pelo Congresso para ações militares, buscando evitar decisões unilaterais. O clima é de tensão entre controle congressual e prerrogativas executivas, com debates sobre o poder de guerra.
Nesta semana, o Senado deve votar sobre uma medida para impedir novas ações militares sem aprovação legislativa, uma proposta cofinanciada pelo líder democrata na casa. A presença de apoio bipartido indica que o tema continuará em pauta.
Impactos e perspectivas
A administração afirma que a operação recente foi de caráter curto, voltada a levar Maduro a responder por acusações em Nova York. A operação desencadeou reações internacionais e reacendeu o debate sobre a atuação americana na região.
O mercado reagiu com expectativa ao possível acesso a grandes reservas de petróleo venezuelano, o que influenciou o preço de ações de empresas ligadas ao setor de energia. A veracidade das acusações contra Maduro permanece contestada pela defesa venezuelana.
Fonte: cobertura de autoridades norte-americanas sobre a reunião e o andamento da situação na Venezuela.
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