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Rússia perde aliado na Venezuela, mira ganhos com a realpolitik de Trump

Maduro é capturado pelos EUA e a Venezuela passa a ficar sob controle americano temporário, enquanto a Rússia avalia ganhos estratégicos na nova dinâmica regional

Russian President Vladimir Putin welcomes his Venezuelan counterpart Nicolas Maduro during a meeting at the Kremlin in Moscow, Russia, May 7, 2025. Alexander Zemlianichenko/Pool via REUTERS/File Photo
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  • O presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos, que passaram a controlar temporariamente o país.
  • A operação intensifica o domínio americano sobre o petróleo venezuelano, o maior do mundo em reservas.
  • Na Rússia, parte da elite vê a perda de aliado, mas outros analistas destacam ganhos estratégicos para Moscou caso Washington tenha de lidar com a Venezuela.
  • Moscou observa a suposta “política de monoculo” de Trump, avaliando como a divisão de esferas de influência pode afetar a geopolítica regional.
  • A Rosneft já atuou na Venezuela, tendo encerrado operações em 2020 e vendido ativos ao governo russo.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos, que assumiram controle temporário do país. A operação, descrita como rápida, ocorreu oito meses após Putin ter firmado uma parceria estratégica com Maduro. A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, destacando o ganho estratégico para Washington.

A ação, chamada pelos EUA de medida necessária, coloca Maduro sob custódia e abre espaço para avaliação de custos e impactos regionais. Enquanto Washington afirma buscar estabilidade, a operação é vista por críticos como exemplo de intervenção externa em assuntos internos de outro país.

Para Moscou, a retirada de Maduro representa a perda de um aliado na América Latina, mas também um cenário que pode gerar ganhos indiretos. Autoridades russas comentam que a manobra de Trump reforça a ideia de domínios de influência e flexibiliza a visão de uma ordem regional.

Reação russa

Partes da imprensa estatal descrevem a operação dos EUA como pirataria moderna e criticam a pressa com que Washington agiu. Analistas nacionais veem a iniciativa como uma forma de pressionar a Rússia e testar sua capacidade de resposta em hemisfério ocidental.

Os debates entre especialistas apontam que, embora a mudança reduza a influência direta de Moscou, ela pode permitir que a Rússia consolide sua posição em outras frentes, especialmente em áreas onde já atua com Rosneft. Há também avaliações sobre o impacto para o equilíbrio geopolítico.

Rosneft e energia

Histórico da Rosneft na Venezuela ocorreu antes de 2020, quando a empresa reduziu operações locais e transferiu ativos para controle de entidades associadas ao governo russo. A operadora afirma manter interesse estratégico na região, independentemente de mudanças políticas.

Analistas destacam que, com o foco de Washington na região, a Rússia pode tentar manter ou diversificar parcerias com outros governos vizinhos, buscando compensar perdas com Maduro. O tema envolve a geopolítica de energia e o papel de grandes produtores no cenário global.

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