- A Venezuela pediu ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que condene de forma clara a ação militar dos Estados Unidos em Caracas, ocorrida no último sábado, 3 de janeiro, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.
- O embaixador Samuel Moncada entregou o pedido durante reunião de emergência da ONU, afirmando violação à Carta das Nações Unidas e à soberania do país.
- Moncada pediu respeito às imunidades do presidente Maduro e da primeira-dama, proteção de civis e rejeição ao uso da força contra territórios ou governos.
- O diplomata também fez alegação de motivações econômicas, citando controle sobre a produção de petróleo e recursos estratégicos como objetivo da ofensiva.
- Delcy Rodríguez assumiu interinamente a presidência da Venezuela, assegurando a continuidade constitucional, segundo Moncada.
O governo venezuelano pediu formalmente ao Conselho de Segurança da ONU que condene de forma clara a ação militar ocorrida em Caracas no último sábado, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama. A cobrança foi feita pelo embaixador Samuel Moncada durante reunião de emergência da ONU.
Moncada argumentou que o episódio viola a Carta da ONU e o princípio da soberania, pedindo respeito às imunidades do presidente e da primeira-dama, além de manter o território e seus recursos fora de qualquer ataque ou compra pela força. A audiência também visou proteger a população civil.
O embaixador venezuelano acusou motivações econômicas por trás da operação, destacando o interesse em controlar a produção de petróleo. Segundo ele, a agressão coloca em risco a estabilidade global e retorna a lógica do colonialismo e do neocolonialismo.
Apesar da gravidade, Moncada informou que o governo segue funcionando e que Delcy Rodríguez assumiu interinamente a Presidência para garantir a continuidade constitucional. A Venezuela reforçou sua posição de buscar diplomacia e diálogo entre as nações.
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