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Venezuela pede à ONU condenação dos EUA e acusa interesse no petróleo

Venezuela pede condenação da ofensiva dos EUA na ONU e imunidades de Maduro; acusa interesse petrolífero, com Delcy Rodríguez assumindo interinamente

Venezuela Ambassador to the United Nations Samuel Reinaldo Moncada Acosta speaks as he holds up a news article, during a UN Security Council meeting on U.S. strikes and the capture of Venezuelan President Nicolas Maduro and his wife Cilia Flores, at the United Nations headquarters in New York, U.S., January 5, 2026. REUTERS/Brendan McDermid
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  • A Venezuela pediu ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que condene de forma clara a ação militar dos Estados Unidos em Caracas, ocorrida no último sábado, 3 de janeiro, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.
  • O embaixador Samuel Moncada entregou o pedido durante reunião de emergência da ONU, afirmando violação à Carta das Nações Unidas e à soberania do país.
  • Moncada pediu respeito às imunidades do presidente Maduro e da primeira-dama, proteção de civis e rejeição ao uso da força contra territórios ou governos.
  • O diplomata também fez alegação de motivações econômicas, citando controle sobre a produção de petróleo e recursos estratégicos como objetivo da ofensiva.
  • Delcy Rodríguez assumiu interinamente a presidência da Venezuela, assegurando a continuidade constitucional, segundo Moncada.

O governo venezuelano pediu formalmente ao Conselho de Segurança da ONU que condene de forma clara a ação militar ocorrida em Caracas no último sábado, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama. A cobrança foi feita pelo embaixador Samuel Moncada durante reunião de emergência da ONU.

Moncada argumentou que o episódio viola a Carta da ONU e o princípio da soberania, pedindo respeito às imunidades do presidente e da primeira-dama, além de manter o território e seus recursos fora de qualquer ataque ou compra pela força. A audiência também visou proteger a população civil.

O embaixador venezuelano acusou motivações econômicas por trás da operação, destacando o interesse em controlar a produção de petróleo. Segundo ele, a agressão coloca em risco a estabilidade global e retorna a lógica do colonialismo e do neocolonialismo.

Apesar da gravidade, Moncada informou que o governo segue funcionando e que Delcy Rodríguez assumiu interinamente a Presidência para garantir a continuidade constitucional. A Venezuela reforçou sua posição de buscar diplomacia e diálogo entre as nações.

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