- Em Caracas, ao menos 14 jornalistas e empregados de mídia foram detidos; 13 foram liberados, um deportado, e um permaneceu sob custódia de serviços de inteligência; os celulares foram confiscados.
- Cinco dos detidos cobriam a sessão de abertura da Assembleia Nacional e foram proibidos de gravar, transmitir ao vivo ou fotografar.
- As detenções ocorrem três dias após uma operação com tropas dos Estados Unidos em Caracas que capturou Nicolás Maduro e a esposa; ambos enfrentam acusações em um tribunal federal em Nova York.
- Na fronteira com a Colômbia, o jornalista colombiano Juan Carlos Vélez, da Univisión, teve a equipe detida brevemente; câmeras foram apreendidas e vídeos apagados, e não ficou claro se tinham visto de jornalista válido.
- A Federação Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) critica o que chama de criminalização do jornalismo; dados de 2025 indicam várias prisões de jornalistas venezuelanos e o uso de acusações como terrorismo e disseminação de informações falsas.
Oito jornalistas e funcionários de mídia foram detidos em Caracas na segunda-feira, segundo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP). Quatorze pessoas, incluindo 13 membros de canais internacionais, estiveram sob detenção.
Entre os detidos, 13 foram liberados depois; um deles foi deportado. Um jornalista permaneceu sob custódia dos serviços de inteligência, conforme o SNTP. A repressão ocorre após restrições crescentes à imprensa no país.
Além disso, cinco repórteres que cobriam a abertura da Assembleia Nacional foram impedidos de gravar, transmitir ao vivo ou fotografar. As autoridades militares levaram os jornalistas ao posto da Guarda Nacional, onde aparelhos e dados foram apreendidos.
Detenções e apreensões
Segundo o SNTP, telefones foram confiscados e submetidos a varredura, incluindo contatos, conversas, notas de voz, redes sociais, e-mails e documentos. A entidade critica a criminalização do jornalismo.
O SNTP não identificou os nomes dos jornalistas de veículos internacionais detidos, mas citou Daniel Álvarez, da Televen, entre os liberados. Há relatos paralelos de detenções envolvendo equipes de imprensa no sul da fronteira com a Colômbia.
Contexto internacional
O repórter Juan Carlos Vélez, da Univisión, afirmou que sua equipe foi detida brevemente pela Guarda Nacional na fronteira com a Colômbia; câmeras foram apreendidas e vídeos apagados. Duas outras equipes colombianas também foram detidas, sem confirmação de vistos válidos.
Eventos anteriores mostraram que, no último fim de semana, uma repóragine do Guardian teve notas apreendidas e foi retirada do país. Dados de 2025 indicam alta frequência de prisões de jornalistas na Venezuela.
Organizações internacionais destacam que acusações como terrorismo, conspiração e disseminação de falsas informações têm sido usadas para intimidar a imprensa e dificultar coberturas críticas.
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