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Bar suíço sem inspeções de segurança nos últimos cinco anos, diz prefeitura

Bar em Crans-Montana não passou por inspeções de segurança nos últimos cinco anos; 40 mortos, investigação em curso e transparência prometida pela prefeitura

Flowers and candles in tribute to the victims after the fire at Le Constellation bar in Crans-Montana, Switzerland.
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  • Prefeituras de Crans-Montana informou que o bar que houve incêndio na véspera de Ano Novo não passou por inspeção de segurança nos últimos cinco anos, como exige a lei.
  • O prefeito Nicolas Féraud afirmou não saber por que as vistorias anuais não ocorreram entre 2020 e 2025 e pediu transparência, destacando que cabe aos investigadores apontar responsabilidades.
  • O bar foi reformado em 2015 e, segundo a prefeitura, uma equipe de cinco agentes de segurança inspeciona mais de 10 mil imóveis.
  • Ao todo, 40 pessoas morreram no acidente; as últimas vítimas identificadas incluem 21 nacionais suíços, entre outros cidadãos de França, Itália, Bélgica, Portugal, Romênia e Turquia.
  • Crans-Montana divulgará uma cerimônia de memória na sexta-feira, com a presença prevista do presidente francês, Emmanuel Macron, conforme informado pelo governo da França.

O incêndio ocorrido na véspera de Ano Novo em Crans-Montana, na Suíça, atingiu o bar Le Constellation, deixando 40 mortos e mais de 100 feridos. As autoridades locais informaram que o local não passou por inspeções de segurança anuais nos últimos cinco anos, conforme a lei municipal.

O prefeito Nicolas Féraud confirmou que as inspeções periódicas não foram realizadas entre 2020 e 2025. Ele ressaltou que a prefeitura não determina a responsabilidade pela origem do incêndio, cabendo isso aos investigadores, mas afirmou que houve busca por total transparência junto às famílias das vítimas.

Segundo a prefeitura, a hipótese mais provável é de que o fogo tenha começado no porão, na área de festas, após uso de faíscas em garrafas de champanhe próximo ao teto, que poderia estar revestido com espuma acústica. A cidade tem uma equipe de cinco responsáveis por fiscalizar mais de 10 mil edifícios.

Féraud indicou não ter resposta para a ausência de inspeção anual na bar, renovada em 2015, e reiterou que a tragédia não altera a atuação dos conselheiros, que não pretendem renunciar. A prefeitura enfatizou que investiga responsabilidades com rigor.

Os 40 mortos incluíam 21 suíços, 9 franceses (dois com dupla nacionalidade), 6 italianos e uma pessoa de cada país: Bélgica, Portugal, Romênia e Turquia. Os nomes foram identificados ao longo do fim de semana, conforme laudos oficiais.

Os corpos dos primeiros estrangeiros, cinco italianos, foram repatriados nesta segunda-feira. Crans-Montana prepara uma cerimônia de memória para sexta-feira, com a presença do presidente francês, Emmanuel Macron, conforme anunciou o governo francês.

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