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Brasil classifica captura de Maduro como sequestro em reunião da OEA

Brasil classifica a captura de Nicolás Maduro como sequestro durante reunião da OEA, alertando sobre violação da soberania e risco de precedentes

O embaixador Benoni Belli classificou como “sequestro” a captura de Maduro pelos EUA durante reunião da OEA. (Foto: Juan Manuel Herrera/OAS)
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  • Em reunião extraordinária da Organização dos Estados Americanos, em Washington, o Brasil classificou a captura de Nicolás Maduro como “sequestro”.
  • O representante brasileiro ressaltou que bombardeios na Venezuela e o sequestro do presidente ultrapassam limite inaceitável e violam a soberania do país.
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros diplomatas já haviam usado o termo “captura”; o mesmo rótulo foi empregado por Gustavo Petro e autoridades venezuelanas.
  • O embaixador brasileiro Benoni Belli afirmou que a Carta das Nações Unidas foi violada e defendeu a região da América Latina e do Caribe como zona de paz.
  • O governo brasileiro reconheceu Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela pouco após a prisão de Maduro em Caracas e sua transferência para Nova York; Lula e Delcy conversaram por telefone sobre a situação.

Durante a reunião extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA), o governo brasileiro classificou a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro como sequestro. O encontro ocorreu nesta terça-feira, em Washington.

O embaixador Benoni Belli, representante do Brasil na OEA, afirmou que os bombardeios à Venezuela e a detenção de Maduro ultrapassam um limite inaceitável. A fala ocorreu sem citar diretamente os EUA, mas deu tom crítico ao que chamou de violação à soberania venezuelana.

Lula já havia se manifestado sobre o episódio, ao lado de outras autoridades brasileiras, chamando a ação de captura. O evento também contou com a participação de autoridades venezuelanas e do presidente colombiano Gustavo Petro, que se referiram ao caso como sequestro.

Reações regionais e aspectos legais

Belli descreveu as ações como uma afronta gravíssima à soberania e alertou para o risco de estabelecer um precedente perigoso no cenário internacional. O embaixador ressaltou que a Carta das Nações Unidas foi violada e reforçou a ideia de uma zona de paz na região.

O Brasil, que reconheceu Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela poucos dias após a prisão de Maduro, afirmou que a solução deve partir de um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos e livre de interferência externa. O diálogo entre líderes de ambos os lados foi citado como essencial para a estabilidade regional.

O governo brasileiro também manteve contato com a Vice-presidente Delcy Rodríguez, em ligação ocorrida logo após a prisão, para tratar da situação na Venezuela. Delcy assumiu interinamente a presidência no parlamento venezuelano na semana anterior.

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