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Brasil na OEA condena bombardeio em Caracas e sequestro de Maduro

Brasil condena ataque dos Estados Unidos à Venezuela na OEA e o sequestro de Maduro, alertando para risco à soberania e à ordem internacional

Pronunciamento brasileiro na OEA, em 6 de janeiro de 2026. Foto: Reprodução
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  • Brasil condenou na Organização dos Estados Americanos a agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, ocorrido na madrugada de sábado 3.
  • A manifestação foi feita por Benoni Belli, representante permanente do Brasil na OEA, em sessão extraordinária para analisar o ataque.
  • O governo brasileiro afirma que os atos violam a soberania venezuelana e criam um precedente perigoso para a comunidade internacional.
  • O Brasil sustenta o multilateralismo como caminho para igualdade e justiça entre os países, sob o risco de colapso da ordem internacional pós-Segunda Guerra Mundial.
  • Em 5 de março, em reunião do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador brasileiro reiterou que fins não justificam meios e que normas entre Estados são obrigatórias e universais.

O Brasil condenou na OEA a agressão dos EUA contra a Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, ocorrido na madrugada do último sábado. A denúncia foi apresentada por Benoni Belli, representante permanente do Brasil na organização. A sessão extraordinária ocorreu nesta terça para avaliar os impactos do ataque.

Belli afirmou que o momento é grave, remetendo a tempos de violência na região. Segundo ele, bombardeios no território venezuelano e o sequestro representam uma linha inaceitável que viola soberania e cria precedente perigoso para a comunidade internacional.

O embaixador destacou que não se pode aceitar a ideia de que os fins justificam os meios, ressaltando a necessidade de respeitar as soberanias nacionais e evitar que Estados mais fortes imponham decisões. O Brasil defende o multilateralismo como caminho para igualdade entre as nações.

Na ONU, em reunião do Conselho de Segurança realizada na segunda-feira, o embaixador Sérgio Danese já havia reiterado que fins não justificam meios. Ele reforçou que as normas internacionais são obrigatórias e universais, conforme já declarado pelo Brasil.

A posição brasileira sustenta a preservação da ordem internacional construída após a Segunda Guerra Mundial. De acordo com o governo brasileiro, o cenário atual exige cooperação entre os países para evitar desordem global e fortalecer a dignidade nacional.

O Brasil sinalizou que continuará acompanhando os desdobramentos e atuará em fóruns multilaterais para defender o direito internacional e a soberania de estados, mantendo o foco na resolução pacífica de conflitos.

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