- A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas dominou a agenda em Washington, gerando crise entre o Congresso e o governo de Donald Trump.
- Parlamentares democratas e republicanos cobraram a base legal da operação, custos envolvidos e os planos futuros dos EUA na Venezuela.
- O briefing fechado no Capitólio, com autoridades do alto escalão do governo, não satisfez as dúvidas sobre a fundamentação jurídica nem sobre o que ocorrerá a seguir.
- No Senado, há pressões para votar medidas que limitem novos ataques sem autorização do Congresso; debates apontam para possível votação futura.
- Entre republicanos, há apoio à captura, mas divergências sobre quem deve governar a Venezuela; Delcy Rodríguez assumiu interinamente, enquanto há apoio a María Corina Machado por parte de alguns opositores.
A captura do presidente Nicolás Maduro, executada por forças americanas, domina a pauta em Washington nesta semana, gerando atrito entre Congresso e governo de Donald Trump. Parlamentares de 민주다 e republicanos questionam a legalidade da operação, seus custos e os próximos passos sobre a Venezuela.
Líderes do Congresso participaram de um briefing fechado com autoridades do alto escalão do governo, entre eles Marco Rubio, Pete Hegseth, Pam Bondi, John Ratcliffe e o general Dan Caine. Mesmo assim, não houve esclarecimentos sobre a base jurídica da ação nem sobre planos futuros.
Senadores democratas, como Jeanne Shaheen, afirmaram ter saído sem justificativas jurídicas claras e sem detalhes sobre tempo de controle operacional ou custos ao contribuinte. A oposição aponta gastos com deslocamento de forças para o Caribe e riscos da intervenção.
Desdobramentos no Capitólio
A oposição trabalha para agendar reunião com todos os senadores ainda nesta semana e avaliar restrições a novos ataques sem autorização legislativa. A pauta ganha força diante de divergências entre Senado e Casa Branca sobre o tema.
Na Câmara, Trump deve se dirigir a deputados republicanos no Kennedy Center, em Washington, para alinhar discursos e conter fissuras internas. A oposição busca respostas públicas sobre a legalidade e o alcance da ação.
Divergências dentro dos Republicanos
Embora muitos apoiem a captura de Maduro e da primeira-dama, há discordâncias sobre o que fazer com a Venezuela daqui em diante. Enquanto Trump elogiou Delcy Rodríguez, alguns republicanos da Flórida defendem a liderança de María Corina Machado.
Outros membros do partido apoiam reconhecer Edmundo González, apontado por parte da comunidade internacional como vencedor da eleição venezuelana de 2024, o que aumenta a tensão interna sobre o futuro do país.
Desconfiança e ritmo da operação
Entre partisanos, cresce a percepção de que Rubio pode ter sido mal informado ou pouco preparado para a dimensão da operação. A surpresa no Congresso começa a minar a confiança na condução da política venezuelana pela administração.
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