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Corina critica Delcy e promete retornar à Venezuela após rejeição de Trump

Trump descarta Corina Machado como candidata e afirma diálogo com Delcy Rodríguez, enquanto oposição permanece dividida

Manifestante segura cartaz com a imagem da líder da oposição venezuelana María Corina Machado durante manifestação em Santiago 03/01/2026 REUTERS/Pablo Sanhueza
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  • María Corina Machado, descartada por Donaldo Trump para assumir o poder na Venezuela, atacou Delcy Rodríguez e disse que voltará ao país “o mais breve possível” após o sequestro de Nicolás Maduro no sábado anterior.
  • Machado agradeceu a Trump e afirmou que o 3 de janeiro ficará na história como o dia em que a Justiça derrotou a tirania.
  • A oposição moderada na Venezuela segue buscando diálogo com o governo interino de Delcy Rodríguez para alcançar liberdades de presos políticos.
  • Edmundo González foi indicado pela oposição para disputar a presidência em 28 de julho de 2024; dados oficiais indicaram que Maduro venceu, segundo a Justiça Eleitoral.
  • Trump afirmou que não vê Machado como possível líder e sinalizou diálogo com Delcy Rodríguez, afirmando que Machado não tem apoio interno suficiente.

María Corina Machado, líder da oposição mais radical da Venezuela, atacou Delcy Rodríguez e sinalizou a intenção de retornar ao país após o sequestro de Nicolás Maduro, ocorrido no último sábado. Machado foi descartada por Donald Trump como possível governante e descreveu a ação contra Maduro como um passo rumo à libertação do país.

A líder oposicionista agradeceu a Trump e disse que 3 de janeiro ficará registrado como o dia em que a Justiça derrotou a tirania. Ela afirmou, em entrevista à Fox News, que Delcy Rodríguez é aliada de Rússia, China e Irã e que investidores internacionais não deveriam confiar nela. Machado também sustentou que poderia assumir o poder caso Maduro saia do cargo.

Eleições presidenciais de 2024 foram motivo de controvérsia: Machado ficou inelegível por condenação por corrupção e indicou Edmundo González para disputar a vaga, mas a Justiça Eleitoral não confirmou o resultado com dados detalhados por urna. O pleito não contou com o reconhecimento de observadores internacionais.

Oposição moderada mantém a linha de diálogo com o governo interino de Delcy Rodríguez, buscando libertação de presos políticos e avanços legais. O professor Rodolfo Magallanes ressalta que há duas visões entre os oposicionistas: uma radical, outra que defende soluções legais dentro da atual estrutura.

Stalin González, deputado recém-empossado pelo bloco moderado, pediu que a Assembleia Nacional seja o espaço para debate democrático e soluções rápidas para a Venezuela, enfatizando a reconciliação nacional e o respeito à lei. Henrique Capriles, ex-candidato e ex-governador, segue fora das negociações da oposição que participaram da eleição.

Trump, em entrevista após a captura de Maduro, afirmou que poderá manter diálogo com Delcy Rodríguez e descartou que Corina Machado tenha apoio suficiente para liderar o país, ressaltando a falta de respaldo interno.

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