- O embaixador dos Estados Unidos junto à Organização dos Estados Americanos, Leandro Lee Rizzuto, foi interrompido por um protesto durante discurso na reunião extraordinária do Conselho Permanente, realizada no dia 6 em Washington.
- Uma manifestante não identificada contestou a defesa dos EUA sobre a detenção de Nicolás Maduro, alegando que o país busca, na verdade, interesses petrolíferos.
- Rizzuto interrompeu a fala e ficou em silêncio por alguns minutos; a mulher foi retirada do plenário por seguranças da OEA, a pedido do presidente do colegiado, e a sessão foi retomada.
- Ao retornar, o embaixador disse compreender que o tema desperta emoções fortes entre os presentes, e a reunião seguiu com delegações apresentando posições divergentes sobre a legalidade da ação dos EUA e o futuro da Venezuela.
- O Brasil repetiu posição já expressa na ONU, afirmando que a ação militar norte‑americana cruzou uma linha inaceitável no direito internacional e pode criar precedentes perigosos; na OEA, o Brasil é representado por Benoni Belli.
O embaixador dos EUA junto à OEA, Leandro Lee Rizzuto, teve seu discurso interrompido por um breve protesto durante reunião extraordinária do Conselho Permanente da organização, realizada nesta terça-feira 6, em Washington.
A intervenção ocorreu no momento em que ele defendia a posição americana sobre a detenção do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Uma mulher não identificada questionou os argumentos apresentados e acusou os EUA de agir por interesses petrolíferos.
Após a interrupção, Rizzuto interrompeu a fala e permaneceu em silêncio por alguns minutos. A mulher foi retirada do plenário pelos seguranças da OEA, a pedido do presidente do colegiado. A sessão foi retomada logo em seguida.
Ao retornar, o embaixador comentou que o tema desperta “emoções viscerais” entre os presentes. O debate seguiu com diferentes delegações, com posições divergentes sobre a legalidade da ação dos EUA e o futuro político da Venezuela.
O Brasil manteve posição alinhada ao que divulgou no dia anterior. O embaixador brasileiro, Benoni Belli, reforçou críticas à operação, citando risco de estabelecer precedentes no direito internacional.
A declaração brasileira foi discutida à margem da sessão da OEA, em que outros países apresentaram avaliações distintas sobre a legalidade da operação militar defendida pelos EUA.
Na ONU, em 5 de março, o Brasil havia indicado que a ação violou normas do direito internacional, segundo o embaixador Sérgio Danese. O diplomata afirmou que o precedentes pode comprometer a ordem global.
A posição brasileira na OEA e a da ONU refletem divergências entre Estados sobre a legalidade e as consequências de intervenções militares em Venezuela, sem consenso entre as delegações presentes.
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