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EUA apoiam pela primeira vez garantias europeias de cessar-fogo

Estados Unidos apoiam, pela primeira vez, garantias de segurança para a Ucrânia, em coalizão europeia que busca monitoramento e dissuasão em eventual cessar-fogo com a Rússia

US Special Envoy Steve Witkoff flanked by Jared Kushner upon the signing of the declaration on deploying post-ceasefire force in Ukraine in Paris.
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  • Os Estados Unidos, pela primeira vez, passaram a apoiar uma coalizão de aliados da Ucrânia que pretende firmar garantias de segurança com compromissos vinculantes caso a Rússia ataque novamente, em Paris.
  • A cúpula, chamada coalizão dos dispostos, contou com a presença de representantes dos EUA, incluindo Steve Witkoff e Jared Kushner, além de líderes europeus.
  • Witkoff afirmou que as garantias já estão quase definidas, sendo as questões territoriais o principal ponto a avançar.
  • O presidente francês indicou que milhares de soldados franceses podem ser enviados à Ucrânia para manter a paz após um eventual acordo, e que o mecanismo de monitoramento seria liderado pelos EUA, com uso de drones, sensores e satélites.
  • O presidente Volodymyr Zelenskyy disse que os acordos demonstram o compromisso da Europa e da coalizão com a segurança real, ressaltando que ainda falta definir como funcionará o monitoramento e o apoio militar e financeiro à Ucrânia.

O governo dos Estados Unidos apoiou pela primeira vez a ideia de uma coalizão de aliados da Ucrânia em oferecer garantias de segurança. A manifestação ocorreu durante um cimeira em Paris entre nações europeias, com a promessa de compromissos vinculantes para apoiar Kiev caso haja nova agressão russa.

Na reunião, estiveram presentes envoys dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, além de uma participação atípica de representantes norte-americanos de alto escalão. O objetivo é firmar protocolos que assegurem a defesa e a deterrência após um possível acordo de cessar-fogo.

Avanços e pontos de discórdia

Witkoff apontou que as garantias de segurança já estariam praticamente alinhadas entre os aliados, ressaltando dificuldades em questões territoriais. O grupo busca criar mecanismos de monitoramento que acompanhem o cumprimento do acordo, com participação de drone e sensores, sem envio direto de tropas americanas.

Kushner destacou que um acordo final precisa garantir segurança duradoura para os ucranianos, com dissuasão robusta e garantias de que o conflito não se repita. O porta-voz acrescentou que o entendimento deve incluir salvaguardas para evitar novas agressões.

Reações de Kiev e de Moscou

O presidente ucraniano Zelenskyy considerou os acordos um sinal claro de comprometimento europeu com a segurança do país. O texto conjunto prevê uma declaração trilateral entre França, Reino Unido e Ucrânia e uma declaração conjunta entre os aliados, com o aval dos EUA para monitoramento e reconstrução.

O presidente russo Putin participou de uma cerimônia religiosa e ressaltou a ideia de uma missão sagrada de defesa da Rússia. Não houve sinal público de aceitação de um acordo com as garantias propostas pelos aliados.

Desdobramentos militares e regionais

Fontes da imprensa britânica indicaram que Londres e Paris estariam dispostas a enviar tropas a Kyiv após um cessar-fogo, conforme discussions em curso há meses. A medida, ainda sob dilema técnico, depende de aprovação russa, que tem se mostrado contrária à presença de tropas da Otan dentro da Ucrânia.

França confirmou que pode deslocar milhares de soldados para manter a paz, caso haja acordo de cessar-fogo. Os aliados também participariam de um mecanismo de verificação liderado pelos EUA, com uso de tecnologia de monitoramento.

Contexto internacional e últimos acontecimentos

A Rússia não sinalizou ainda disposição de aceitar as garantias em discussão. O Kremlin tem rejeitado a ideia de tropas da Otan na Ucrânia.

Separadamente, um ataque com drone na região de Belgorod, na Rússia, provocou incêndio em tanques de armazenamento de petróleo. Não houve relatos de vítimas, segundo o governo regional, que trabalha para conter as chamas.

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