- Em confronto entre forças de segurança e manifestantes no grand bazar de Teerã, com uso de gás lacrimogênio e expulsão dos presentes, na 10ª dia de protestos.
- Pelo menos 35 mortos e mais de 1.200 detidos, segundo a Human Rights Activists News Agency (HRNA).
- Protestos registraram em pelo menos 257 locais, em 88 cidades do país.
- O rial atingiu patamar histórico próximo a 1,46 milhão por dólar, enquanto o banco central promete limitar um programa de câmbio preferencial.
- O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que parte da situação econômica não depende do governo e prometeu investigar a violência em Illam; houve relatos de violência contra médicos em hospital na cidade de Illam.
O confronto ocorreu no movimentado Grande Bazar de Teerã, onde forças de segurança atiraram gás lacrimogênio e expulsaram manifestantes que faziam um protesto pacífico. O episódio ocorreu em meio a protestos nacionais que já vão para o 10º dia.
Segundo organizações de direitos humanos, ao menos 35 pessoas morreram em confrontos ao redor dos protestos, e mais de 1.200 foram presas pelas forças de segurança, em balanço divulgado pelo HRNA, com sede nos EUA.
Os protestos, iniciados pela insatisfação com a economia e a alta de preços, se espalharam por centenas de localidades, segundo dados do HRNA, abrangendo 257 locais em 88 cidades do país.
Em Illam, sudoeste de Teerã, imagens mostraram forças de segurança entrando em um hospital em busca de manifestantes, prática que gerou condenação de organizações internacionais.
O governo iraniano descreveu a inflação como desproporcional aos esforços da administração, destacando que políticas de controle econômico enfrentam limitações, inclusive por sanções externas. O rial atingiu recorde histórico, com queda acentuada frente ao dólar.
A autoridade monetária informou que reduzirá um regime de câmbio preferential, o que pode elevar preços ao consumidor e agravar desabastecimento em setores como o de óleo de cozinha, já com preços em alta.
O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que ajustes econômicos podem ser necessários, ressaltando que o governo não tem controle total sobre a situação e que medidas abruptas podem pressionar os segmentos mais pobres.
A Presidência anunciou abertura de investigação sobre incidentes de violência de forças de segurança contra manifestantes em Illam, incluindo o ocorrido em um hospital, conforme alegações veiculadas por vídeos.
A diplomacia americana citou denúncias de violência contra médicos e feridos, com críticas à atuação das forças de segurança; autoridades iranianas não comentaram esse relatório diretamente.
Ayatollah Ali Khamenei destacou, em declaração recente, que as demandas dos manifestantes são legítimas, mas pediu ação firme contra os responsáveis por distúrbios. O movimento segue sem sinal de recuo.
Entre na conversa da comunidade