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Geopolítica dos minerais críticos ganha destaque global

Estados Unidos avançam acordos com Índia, Ucrânia, Austrália e Japão para assegurar minerais críticos, reduzindo dependência da China e remodelando cadeias globais

A geopolítica dos minerais críticos
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  • Em 2025, os EUA reforçaram a estratégia de segurança econômica para ampliar o acesso a minerais críticos, visando reduzir dependência de potências externas e fortalecer cadeias de suprimento.
  • A diplomacia dos EUA firmou acordos com Índia (TRUST), Ucrânia (fundo de reconstrução com prioridade de compra norte-americana) e Austrália (Framework para assegurar minerais raros), além de parcerias com Malásia, Tailândia e Japão para ampliar processamento e produção.
  • O acordo com a Índia buscava estruturar cadeias de suprimento para minerais críticos, mas tarifas de cinquenta por cento sobre produtos indianos frearam o desdobramento.
  • A Ucrânia recebeu apoio americano por meio de um fundo de investimento em mineração, petróleo e gás, com participação de ativos de exploração sob controle norte-americano.
  • A Austrália tornou-se peça-chave, com financiamento de até um bilhão de dólares por país, participação do DFC em mineradoras australianas e controle sobre o processamento de minerais críticos, incluindo terras raras.

O aumento da competição pelos minerais críticos redefine a geopolítica global. A recente leva de acordos entre Estados Unidos, aliados e parceiros aponta para uma divisão clara entre um eixo Ocidente e um polo liderado pela China.

A estratégia norte-americana, formalizada em 2025, prioriza reduzir a dependência de terceiros em minerais e materiais críticos. A ideia é manter a liderança na produção e no processamento, fortalecendo cadeias de suprimento.

Em novembro de 2024, a Estratégia Nacional de Segurança dos EUA destacou minerais críticos como peça-chave para a segurança econômica, militar e energética, com foco no Indo-Pacífico, África e circulação de ativos no Hemisfério Ocidental.

Alinhamentos com parceiros

Em 2025, Washington assinou acordos com a Índia, Ucrânia, Austrália, Malásia, Tailândia e Japão para estruturar cadeias de suprimento, financiar projetos e ampliar processamento de minerais críticos, incluindo terras raras e lítio.

A parceria com a Índia, por exemplo, visa criar cadeias estratégicas; contudo, tarifas de 50% sobre produtos indianos frearam parte do movimento. A Ucrânia ganhou acesso a fundos de investimento ligados a mineração, com restrições a parceiros hostis.

Entre as potências, a Austrália aparece como hub central. Maior produtora de lítio e com grandes reservas de terras raras, o país será decisivo para a logística de refino fora da China, com apoio do DFC dos EUA.

Novo mapa de suprimentos

No conjunto, a cooperação inclui o envio de bilhões de dólares para projetos na Austrália, Japão, Malásia e outras nações, visando acelerar o processamento de minerais críticos e a produção de componentes de defesa.

A Malásia desponta como polo de terras raras, enquanto a Tailândia participa com participação marginal na cadeia. O Japão integra a frente com foco em ímãs e outras etapas de alto valor agregado.

Trump manteve a estratégia com visitas e memorandos, consolidando um quadro em que o Brasil e a África recebem apoio do DFC para expansão de minas e de refino, sobretudo de grafita, terras raras e minerais associadas.

Desafios e próximos passos

Especialistas destacam que a China continua dominante no refino e no controle de cadeias de valor. Em 2024, o bloco liderado pelos EUA controlava parcela relevante de lítio, e bitola de terras raras é pequena no refino.

O artigo sinaliza que novas frentes devem surgir nos próximos textos: China, Europa e América Latina, cada uma com papel distinto na busca por reservas estratégicas e influência no comércio global de minerais.

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