- Em Jerusalém, um menino de 18 anos morreu após um ônibus avançar contra uma multidão em protesto ultraortodoxo contra a conscrição militar.
- A polícia prendeu o condutor do veículo e investiga as circunstâncias do acidente.
- Vídeos mostram o ônibus avançando sobre dezenas de fiéis, em meio a protesto que reuniu milhares de pessoas.
- Segundo a polícia, jovens ultrarreligiosos entraram em confronto com forças de segurança, bloquearam vias e atearam fogo a contêineres, entre outros incidentes.
- O debate sobre a obrigatoriedade do serviço militar para ultrarreligiosos segue repercutindo no país, com o governo pressionado por planos de ampliar recrutamentos e líderes das siglas ultrarreligiosas resistindo à medida.
Um protesto maciço de ultra-ortodoxos contra a conscrição militar em Jerusalém terminou com a morte de um adolescente, atingido por um ônibus que avançou sobre a multidão. O motorista foi detido pela polícia e está sob investigação.
Segundo a polícia, o veículo ficou bloqueado por manifestantes que obstruíam a rota. A corporação informou que o motorista alegou ter sido agredido pelos veículos e que o acidente ocorreu durante a intervenção policial. O jovem de 18 anos morreu no local, segundo o serviço de emergência Magen David Adom.
Mais de mil pessoas participavam do protesto contra a lei de recrutamento, em meio a pressões para ampliar as convocações diante de lacunas de mão de obra nas Forças Armadas. As movimentações têm ocorrido com frequência nos últimos meses, enquanto o governo lida com a coalizão polarizada.
Contexto político
A pauta da conscrição tem sido ponto de atrito entre autoridades e lideranças ultra-ortodoxas, que mantêm privilégios históricos de isenção para estudantes religiosos. O governo tem enfrentado pressão para ampliar os recrutamentos, em meio a tensões internas na coalizão.
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