- Sete membros da OTAN emitiram declaração conjunta oppositando-se às pretensões dos EUA de anexar a Groenlândia, destacando a soberania e o papel da Groenlândia dentro da aliança e do direito internacional.
- A declaração afirma que a Groenlândia pertence a seu povo e que decisões sobre o território cabem a Dinamarca e à Groenlândia, não a potências externas.
- A crise ganhou tom de advertência após a primeira-ministra dinamarquesa dizer que a OTAN precisa levar a sério as ameaças de anexação para não colocar em risco a própria aliança.
- O governo dos EUA já mantém acesso à Groenlândia e base militar por meio de acordo de 1951, mas não abriu mão de usar força militar ou pressão econômica para alcançar seus objetivos.
- O contexto envolve tensões mais amplas, como a hostilidade de Washington com a Venezuela e pressões sobre outros países, alimentando temores de um possível redesenho internacional sob o domínio dos EUA.
Os líderes de sete países da OTAN lançaram nesta terça-feira uma declaração conjunta rejeitando as pretensões dos Estados Unidos de anexar Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. O posicionamento sustenta que a segurança no Ártico deve ser alcançada de forma coletiva, em parceria com aliados da aliança, respeitando a Carta das Nações Unidas. A Groenlândia deve permanecer sob decisão de seus moradores e de Dinamarca.
Entre os signatários estão Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Reino Unido. O texto reforça que a soberania e a integridade territorial devem ser preservadas, e afirma que a Groenlândia pertence aos seus habitantes, cabendo apenas a Dinamarca e à Groenlândia decidirem sobre seus assuntos.
O tema surge em meio a declarações do presidente norte-americano Donald Trump, que já mostrou interesse em ampliar o papel dos EUA na região para fins de segurança nacional, citando depósitos minerais estratégicos. A carta diplomática contrasta com uma linha de pressão política que inclui encontros e iniciativas estratégicas na região Ártica.
A base norte-americana em Groenlândia, prevista no acordo de 1951 entre EUA e Dinamarca, é mencionada como infraestrutura já existente na região. Autoridades da Casa Branca, por sua vez, não descartaram o uso de força ou de coerção econômica para viabilizar interesses, conforme avaliações de analistas próximos ao tema.
Além de Groenlândia, Washington tem ações internacionais em pauta, como a pressão sobre a região da Venezuela e outras situações de tensão. Especialistas dizem que a linguagem da declaração visa manter o alinhamento entre os aliados e evitar um reordenamento mundial favorecido por interesses de apenas uma nação.
Subtítulo: Contexto e desdobramentos
Parágrafos curtos detalham marcos recentes: delegação de alto nível dos EUA visitou a Groenlândia em 2025 para demonstrar interesse na aquisição; relatos da imprensa dinamarquesa sobre tentativas de influências além das fronteiras institucionais; e a nomeação, no fim de 2025, de um enviado especial ligado a interesses da liderança.
Subtítulo: Reação internacional
Líderes de potências da OTAN reafirmam compromisso com regras internacionais, ressaltando que sanções e políticas devem seguir a Carta da ONU e o direito internacional. O objetivo é evitar rupturas dentro da aliança e manter a cooperação em áreas como defesa, diplomacia e troca de informações.
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